Por Andrew Osborn e Maria Kiselyova

MOSCOU (Reuters) - Dois astronautas que sobreviveram uma falha de um foguete russo no meio do ar irão voar novamente e estão provisoriamente marcados para viajar à Estação Especial Internacional (ISS) no ano que vem, disse nesta sexta-feira o chefe da agência espacial da Rússia.

Dmitry Rogozin, chefe da agência espacial russa Roscosmos, falava um dia após o cosmonauta russo Alexei Ovchinin e o norte-americano Nick Hague fazerem um dramático pouso de emergência no Cazaquistão, após a falha do foguete Soyuz que os levava à ISS.

O acidente de quinta-feira foi o primeiro problema sério de lançamento sofrido por uma missão espacial Soyuz tripulada desde 1983, quando uma equipe escapou por pouco antes de uma explosão na plataforma de lançamento. A Rússia agora está sob pressão para provar que seu programa espacial é seguro ou então enfrentar a perda de taxas lucrativas para levar astronautas norte-americanos ao espaço.

Moscou suspendeu todos os lançamentos espaciais tripulados até que descubra o que deu errado e Rogozin ordenou uma investigação feita por uma comissão estatal. O Comitê Investigativo da Rússia iniciou uma investigação criminal.

Sergipe Krikalev, uma autoridade sênior da Roscosmos, disse nesta sexta-feira que a Rússia também pode adiar um envio não tripulado de carga por uma espaçonave Progress à ISS. Lançamentos não tripulados de carga levam alimentos e outros suprimentos à ISS e usam o mesmo sistema de foguetes que o Soyuz. A Rússia diz que há comida suficiente a bordo para durar até abril.

Três pessoas estão atualmente a bordo da estação espacial: um alemão, um russo e um norte-americano. Eles devem voltar à Terra em dezembro, mas agora podem ficar na estação pelo menos até janeiro.

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