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Polícia investiga veículo usado em ataque em Nova York 31/10/2017 REUTERS/Andrew Kelly

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Por Gina Cherelus e Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - Um motorista de uma caminhonete matou oito pessoas e feriu mais de 12 ao avançar em uma ciclovia em Nova York na tarde desta terça-feira, no que as autoridades disseram ser um ataque terrorista.

O motorista de 29 anos foi baleado pela polícia no abdômen e levado sob custódia depois de ter batido a caminhonete em um ônibus escolar e fugido de seu veículo, disse o comissário da polícia de Nova York, James O'Neill, em entrevista coletiva.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA chamou o incidente de "um aparente ato de terrorismo".

Perguntado na entrevista sobre os relatos de que o motorista gritou "Allahu Akbar" --"Deus é grande", em árabe--, O'Neill disse que uma declaração feita pelo suspeito quando ele saiu de seu veículo e as circunstâncias gerais do ataque levam investigadores a chamar o incidente de "evento terrorista".

O'Neill afirmou que a polícia não identificaria o motorista neste momento e que a caminhonete foi alugada.

O ataque representou uma lembrança de vários ataques similares realizados na Europa no último ano.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o suspeito parece ter agido sozinho.

"Não há evidências para sugerir uma trama mais ampla ou um esquema mais amplo. Estas são as ações de um indivíduo, para causar dor e danos e provavelmente morte", disse Cuomo na coletiva de imprensa.

O prefeito Bill de Blasio chamou o ataque de "um ato covarde de terrorismo".

O motorista entrou na ciclovia em Manhattan às 15h05, disse O'Neill, acrescentando que ele estava com uma arma de ar comprimido e uma de paintball.

Duas crianças e dois adultos ficaram feridos quando a caminhonete atingiu o ônibus escolar, segundo ele.

Após o ataque, as bicicletas amassadas e quebradas ficaram jogadas na ciclovia, que é paralela à West Side Highway, no oeste de Manhattan, ao longo do rio Hudson.

Das oito pessoas mortas, seis foram declaradas mortas no local e outras duas em um hospital próximo, disse O'Neill.

O comissário do corpo de bombeiros Daniel Nigro disse que 11 sobreviventes com lesões graves, mas que não ameaçam a vida, foram levados para hospitais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado sobre o incidente e disse no Twitter: "Não podemos permitir a volta do Estado Islâmico, ou sua entrada, em nosso país depois de derrotá-los no Oriente Médio e em outros lugares. Basta."

Ataques similares na Europa no ano passado mataram dezenas de pessoas.

Em 14 de julho de 2016, um suspeito dirigiu um grande caminhão contra uma multidão que comemorava o Dia da Bastilha na cidade francesa de Nice, matando 86 pessoas e ferindo centenas em um ataque assumido pelo Estado Islâmico.

Cinco meses depois, um imigrante de 23 anos do Paquistão jogou um caminhão em um mercado de Natal lotado no centro de Berlim, matando 12 pessoas e ferindo 48.

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Reuters