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Mãe de uma criança palestina morta numa praia da Faixa da Gaza por ataque de Israel, de acordo com médico. 16/07/2014 REUTERS/Finbarr O'Reilly

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Por Nidal al-Mughrabi e Allyn Fisher-Ilan

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Um bombardeio israelense matou quatro meninos em uma praia de Gaza nesta quarta-feira, disse uma autoridade médica local, e militantes palestinos dispararam mais de 100 foguetes contra Israel depois de uma tentativa fracassada do Egito de interromper mais de uma semana de guerra.

Ainda nesta quarta-feira, Israel concordou com a proposta de uma pausa de cinco horas nas hostilidades por razões humanitárias, depois de conversas com autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU). [ID:nL2N0PR2GX]

O grupo islâmico Hamas, que controla Gaza e rejeitou o cessar-fogo proposto pelo Egito para encerrar o conflito de nove dias, não fez comentários de imediato sobre a trégua humanitária.

Após o bombardeio na praia, seis outros palestinos, entre eles quatro da mesma família, incluindo uma mulher de 70 anos e duas crianças de 4 e 6 anos, foram mortos por dois ataques aéreos israelenses na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, afirmaram médicos da localidade.

Israel exortou a população a se retirar de vários distritos da Faixa de Gaza, onde mais de 100 mil pessoas vivem, ameaçando uma invasão terrestre do território costeiro densamente povoado para tentar deter os ataques com foguetes de palestinos.

Uma autoridade israelense disse que o ministro da Defesa pediu ao gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que autorize a mobilização de mais oito mil tropas.

Os militares afirmaram que cerca de 30 mil soldados da reserva foram convocados desde o início da ofensiva, uma semana atrás.

Netanyahu declarou aos prefeitos de cidades atingidas por foguetes: “Continuaremos a conduzir esta campanha até seu objetivo ser alcançado. Usaremos tanta força quanto necessária para restaurar a paz aos moradores de Israel”.

No fronte diplomático, a liderança política do Hamas em Gaza rejeitou formalmente o plano de cessar-fogo do Cairo, um dia depois de sua facção armada repudiá-lo.

Os militantes mantiveram as saraivadas de foguetes contra Israel, que cessou seus disparos durante seis horas na terça-feira.

Apesar disso, surgiram sinais de esforços ainda em andamento para acordar um cessar-fogo.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, discutiu a proposta egípcia no Cairo nesta quarta-feira com a principal autoridade do Hamas, Moussa Abu Marzouk, relataram agências de notícias egípcias e palestinas.

Em Washington, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que os Estados Unidos estão fazendo “tudo ao nosso alcance” para obter uma trégua. Obama já havia se oferecido para mediar uma negociação entre Israel e o Hamas.

(Reportagem adicional de Maayan Lubell e Dan Williams, em Jerusalém; Noah Browning, em Gaza; e Stephen Kalin, Michael Georgy e Yasmine Saleh, no Cairo)

Reuters