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Foto divulgada pela polícia turca do suspeito de ataque em boate de Istambul. Imagem divulgada em 02/01/2017 REUTERS/Reuters TV

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Por Humeyra Pamuk e Daren Butler

ISTAMBUL (Reuters) - O atirador que matou 39 pessoas em uma boate de Istambul na noite do Ano Novo, em um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico, parece ser conhecedor de táticas de guerrilha e pode ter treinado na Síria, relataram um jornal e uma fonte de segurança nesta terça-feira.

O agressor, que permanece foragido, matou um policial e um civil na entrada da boate Reina no domingo, e então abriu fogo com um fuzil automático dentro do local, recarregando sua arma meia dúzia de vezes e disparando contra os feridos no chão.

Em um comunicado para reivindicar o ataque na segunda-feira, o Estado Islâmico descreveu a boate como um ponto de reunião para cristãos que celebram seu “feriado apóstata”, e disseram que o atentado foi uma vingança pelo envolvimento militar turco na Síria. 

“O agressor possui certamente experiência de combate... ele pode ter lutado na Síria durante anos”, disse uma fonte de segurança à Reuters, acrescentando que as ações do atirador provavelmente foram orientadas pelo grupo jihadista.

O jornal Haberturk disse que investigações policiais revelaram que o agressor entrou na Turquia vindo da Síria e foi para a cidade de Konya, centro do país, em novembro, viajando com a esposa e dois filhos para não chamar atenção.

A rede CNN na Turquia disse que se acredita que ele seja do Quirguistão. Serviços de segurança do Quirguistão disseram estar em contato com autoridades turcas e checando os relatos, sem fornecer mais detalhes.

Autoridades turcas não comentaram sobre os detalhes da investigação. Mas o porta-voz do governo Numan Kurtulmus disse, na segunda-feira, que as autoridades estava próximas de identificar plenamente o homem, após coleta de impressões digitais e informações sobre sua aparência. Também foi informado que oito pessoas haviam sido detidas.

Um vídeo do suposto agressor, gravado por ele mesmo, aparentemente caminhando pela Taksim Square, em Istambul, foi transmitido por canais de notícia turcos nesta terça-feira, à medida que a polícia tentava rastrea-lo. 

Kurtulmus não comentou sobre a reivindicação de responsabilidade do Estado Islâmico na segunda-feira, mas disse estar claro que as operações militares da Turquia na Síria haviam incomodado grupos terroristas e as pessoas por trás deles.

A Turquia, membro da aliança militar Otan, é parte de uma coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico e, desde agosto, tem conduzido operações militares dentro da Síria para expulsar os militantes radicais sunitas, assim como combatentes milicianos curdos, para longe de suas fronteiras.

O Estado Islâmico tem sido culpado por pelo menos meia dúzia de ataques contra alvos civis na Turquia nos últimos 18 meses.

Reuters