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HOUSTON (Reuters) - O major psiquiatra acusado de matar 13 pessoas no quartel de Fort Hood, no Texas, pode ficar paraplégico por causa dos tiros que recebeu, disse seu advogado na sexta-feira.
O coronel da reserva John Galligan, encarregado de representar o major Nidal Malik Hasan no julgamento militar, afirmou ainda que Hasan, um muçulmano de 39 anos, pode ser indiciado por outras acusações além dos 13 homicídios do último dia 5. Ele pode ser condenado à morte.
Policiais deram quatro tiros em Hasan para contê-lo durante a chacina, e Galligan disse que ele deve ficar paralítico da cintura para baixo.
O militar recuperou a consciência nesta semana, mas continua na UTI de um hospital militar do Texas.
"Parece que há uma paralisia que pode ser permanente", disse Galligan por telefone à Reuters.
Galligan afirmou também ter sérias dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento se ele for realizado no quartel Fort Hood.
Há suspeitas de que as autoridades ignoraram sinais de que Hasan poderia se tornar perigoso. Agências de inteligência já sabiam que o major, que dava aconselhamento psiquiátrico a soldados feridos, havia mantido contatos com um clérigo radical islâmico simpático à Al Qaeda.
Autoridades dizem que o caso foi passado às autoridades responsáveis, que nada teriam feito. O incidente levou o presidente Barack Obama a exigir uma revisão de como as agências de inteligência dos EUA lidaram com essas informações.
(Reportagem de Chris Baltimore)

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Reuters