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Mario Patron, diretor do centro de direitos humanos Miguel Agustin Pro Juarez, ao lado dos jornalistas mexicanos Carmen Aristegui e Daniel Lizarraga durante coletiva de imprensa na Cidade do México. 19/06/2017 REUTERS/Henry Romero

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Por Sharay Angulo

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Ativistas, defensores dos direitos humanos e jornalistas do México apresentaram uma queixa criminal, na segunda-feira, após relatos de que seus telefones celulares tinham sido infectados com um software de espionagem vendido para o governo mexicano para combater criminosos e terroristas.

A queixa foi feita na Procuradoria-Geral por nove pessoas depois que uma reportagem do jornal New York Times informou que alguns deles tinham sido espionados por um software conhecido como Pegasus, que a companhia israelense NSO Group vendeu para o governo do México.

Citando a informação de um grupo de pesquisa que investigou a suposta espionagem, a queixa diz que a Procuradoria-Geral e o Ministério de Defesa estão entre as organizações do governo que compraram o software.

Entre os que afirmam ser alvo do software estão Carmen Aristegui, uma jornalista que ajudou a revelar em 2014 que a esposa do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, tinha comprado uma casa de uma importante empreiteira do governo, e Carlos Loret de Mola, um jornalista da Televisa, principal emissora de televisão do país.

Daniel Millan, porta-voz do gabinete de Peña Nieto, emitiu um comunicado afirmando que não há nenhuma prova de que o governo do México seja responsável pela espionagem descrita na reportagem do New York Times.

"Nós reprovamos qualquer tentativa de violar o direito à privacidade de qualquer pessoa", disse o comunicado.

Reuters