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Polícia inspeciona corpo do autor de ataque na Champs-Élysées 19/6/017 REUTERS/Gonzalo Fuentes

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Por Emmanuel Jarry e Richard Lough

PARIS (Reuters) - Um homem que bateu seu carro deliberadamente em um veículo da polícia em Paris tinha armas escondidas em casa e possuía uma licença para porte de arma, apesar de estar na lista do serviço secreto de pessoas ligadas ao islamismo radical, disseram fontes da polícia e autoridades francesas nesta terça-feira.

Uma fonte próxima à investigação disse que o agressor jurou fidelidade ao Estado Islâmico em uma carta a seu cunhado.

Investigadores estão compilando um inventario das armas e equipamentos encontrado na casa do homem de 31 anos. O homem, que morreu no ataque, também carregava em seu carro um fuzil, duas pistolas, munição e dois grandes botijões de gás quando colidiu com um comboio da polícia na segunda-feira.

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse que o homem recebeu a licença para porte de armas antes de ser identificado por agências de inteligência como uma potencial ameaça militante. No momento não havia nenhum motivo para negar a licença, disse Philippe.

Philippe disse ser "bem possível" que a licença estivesse ativa no momento em que o agressor já estava na lista de monitoramento de segurança. Três fontes próximas da investigação confirmaram que o documento estava válido.

"Ninguém pode estar feliz, e certamente não eu, que alguém que tinha sido sinalizado para agências de segurança possa continuar se beneficiando de uma autorização desse tipo", disse Philippe à BFM TV.

O homem havia sido colocado na chamada "Fiche S" da França, uma lista de monitoramento, após ser descoberto que ele participava de um movimento radical islâmico, informaram duas fontes da polícia.

Indivíduos da lista são colocados sob supervisão, embora a intensidade da supervisão varie dependendo do nível de ameaça percebida.

Philippe disse que um projeto de lei elaborado em maio prevê mudanças para permitir que autoridades que lidam com licenças de armas possam checar se os indivíduos estão em alguma lista de monitoramento.

(Reportagem adicional de Marine Pennetier e Brian Love)

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Reuters