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Pessoas se reúnem em local de ataque em Barcelona 22/8/2017 REUTERS/Albert Gea

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Por Adrian Croft

MADRI (Reuters) - Uma célula militante islâmica que usou uma van para matar 13 pessoas em Barcelona havia planejado um ou diversos grandes ataques a bombas, possivelmente contra igrejas ou monumentos, disse um suspeito a um tribunal nesta terça-feira, de acordo com fontes próximas à investigação.

O grupo era liderado por um imã que foi tutor de seus membros, em maioria jovens marroquinos, na jihad (guerra santa) e disse a eles que “martírio é uma coisa boa, de acordo com o Alcorão”, disse Mohamed Houli Chemlal a um juiz da suprema corte da Espanha.

Após um dia inteiro de audiência com quatro suspeitos no esquema, o juiz Fernando Andreu ordenou no final desta terça-feira que Chemlal e um segundo réu, Driss Oukabir, permanecessem presos por acusações de participação em grupo terrorista e assassinato. Chemlal também foi acusado por posse de explosivos.

Um terceiro suspeito, Salh El Karib, que administrava uma cafeteria em uma cidade no nordeste da Espanha onde a maior parte dos supostos membros da célula morava, irá continuar sob custódia policial por ora, pendendo maior investigação. O quarto homem, Mohamed Aalla, foi libertado sob certas condições.

A polícia matou a tiros na segunda-feira Younes Abouyaaqoub, de 22 anos e que foi identificado como o motorista da van que correu na quinta-feira pela movimentada avenida Las Ramblas, em Barcelona, matando 13 pessoas e ferindo 120 de 34 países.

O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque com a van e um ataque mortal separado, horas após, na região costeira de Cambrils, ao sul de Barcelona.

Em Cambrils, um carro atropelou transeuntes e seus ocupantes saíram e tentaram esfaquear pessoas. Os cinco agressores, que vestiam o que posteriormente se mostraram ser cinturões-bomba falsos, foram todos mortos a tiros pela polícia. Uma espanhola morreu no ataque.

A polícia diz que o imã suspeito de liderar a célula militante, Abdelbaki Es Satty, morreu quando a casa que o grupo estava usando para fabricar bombas explodiu um dia antes do ataque em Barcelona.

De acordo com comunicado do juiz Andreu, nas ruínas da casa em Alcanar, a sudoeste de Barcelona, a polícia encontrou diversas passagens de avião para Bruxelas em nome de Es Satty emitidas pela companhia aérea espanhola Vueling.

A polícia também encontrou, segundo o comunicado, uma nota em árabe intitulada “Pequena carta dos soldados do Estado Islâmico na terra de al-Andalus para os cruzados, os abomináveis, os pecadores, os injustos, os corruptores”.

Al-Andalus era o nome islâmico para a Espanha durante a Idade Média, quando grande parte da região era controlada por muçulmanos.

As passagens aéreas levantam perguntas sobre possíveis ligações do grupo com a Bélgica, onde diversos esquemas de militantes islâmicos foram frustrados ou realizados. O documento parece ser evidência de uma ligação com o Estado Islâmico.

Chemlal disse ao tribunal em audiência a portas fechadas que o grupo havia obtido materiais para fabricar explosivos na Espanha, no exterior, ou via internet, disseram as fontes.

Segundo as fontes, Chemlal disse ao tribunal que se arrepende de suas ações. Ele foi o único dos quatro presos pelo ataque que admitiu ser um dos participantes. Os outros três negaram envolvimento no tribunal, disseram as fontes.

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Reuters