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Juan Manuel Santos faz discurso na Colômbia. 24/11/2016. REUTERS/Jaime Saldarriaga

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BOGOTÁ (Reuters) - O procurador-geral da Colômbia pediu nesta quarta-feira uma investigação que apure se a campanha de 2014 do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recebeu até 1 milhão de dólares da Odebrecht, embora tenha acrescentado que o único indício veio de um ex-senador acusado de corrupção.

Parte dos 4,6 milhões de dólares supostamente pagos pela empreiteira brasileira a Otto Bula Bula, ex-senador do Partido Liberal, pode ter ido para a cruzada de reeleição de Santos, disse o procurador-geral Néstor Humberto Martínez aos repórteres.

"Por ora, o testemunho de Bula é a única prova da entrada de 1 milhão de dólares na campanha de Santos. Ele explicou o método, momento e local da entrega desse dinheiro", afirmou Martínez, que solicitou que a comissão eleitoral do país inicie um inquérito.

Na noite de terça-feira, Martínez foi mais enfático a respeito das alegações.

"Foi estabelecido que, deste montante (US$4,6 milhões), em 2014 o senhor Otto Bula fez duas transferências à Colômbia, que foram retiradas na ocasião, de uma soma total de 1 milhão de dólares, e cujo beneficiário final foi a administração da campanha "Santos para Presidente – 2014".

O chefe da campanha, Roberto Prieto, negou a acusação, e Camilo Enciso, secretário de transparência do presidente, disse que as alegações são falsas. A campanha de 2014 garantiu um segundo mandato de quatro anos para Santos, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2016.

A filial colombiana da Odebrecht não quis comentar. A construtora está lidando com a repercussão de seu envolvimento em um escândalo internacional de oferta de propinas por contratos revelado por procuradores brasileiros.

Procuradores dos Estados Unidos alegam que a Odebrecht pagou centenas de milhões de dólares de suborno para se associar a projetos em 12 países, entre eles Brasil, Argentina, Colômbia, México e Venezuela, entre 2002 e 2016.

Martínez afirmou que Bula, preso no mês passado por acusações de suborno e enriquecimento ilícito, foi encarregado pela Odebrecht de garantir que um certo número de pedágios mais caros fossem incluídos em um contrato de construção de rodovia.

Bula negou as alegações.

A campanha do rival de Santos na eleição, Óscar Ivan Zuluaga, também está sendo investigada pela comissão eleitoral por receber fundos da Odebrecht. Zuluaga foi o candidato do partido de direita Centro Democrático, do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe.

    (Por Helen Murphy)

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Reuters