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BEIRUTE (Reuters) - Um avião de guerra bombardeou nesta sexta-feira a cidade síria de Khan Sheikhoun, onde um ataque químico matou dezenas de pessoas nesta semana e desencadeou uma intervenção militar dos Estados Unidos, segundo uma testemunha na área dominada por rebeldes e um grupo de monitoramento da guerra.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, disse que um avião de guerra do governo da Síria ou da Rússia alvejou a cidade, situada na província de Idlib, tomada pelos rebeldes.

Não foi possível contatar o Exército sírio e o Ministério da Defesa russo de imediato para obter comentários.

A testemunha, um ativista que trabalha com um serviço de alerta de ataques aéreos em áreas da oposição, disse que o caça atacou perto das 11h (horário local) no extremo norte da localidade, causando danos, mas nenhuma vítima.

Os EUA dispararam dezenas de mísseis de cruzeiro nesta sexta-feira contra uma base aérea que afirmaram ter sido a origem do ataque químico a Khan Sheikhoun, que matou ao menos 70 pessoas na terça-feira.

Washington atribuiu o ataque com gás às forças do governo sírio. Damasco nega enfaticamente a responsabilidade e diz não usar armas químicas.

O Observatório e a testemunha relataram que a aeronave que acusaram de realizar o suposto ataque com gás partiu da base aérea de Shayrat, justamente a que foi visada pelos mísseis norte-americanos nesta sexta-feira.

O Exército sírio disse que os mísseis lançados contra sua base aérea mataram seis pessoas e causaram muitos danos, descrevendo a ação como uma "agressão descarada".

(Por Ellen Francis e Tom Perry)

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