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SANTIAGO (Reuters) - A presidente chilena, Michelle Bachelet, qualificou nesta terça-feira como "ofensivas" as declarações do mandatário peruano, Alan García, que repudiou o Chile por um suposto caso de espionagem denunciado pelo Peru.
Em seu primeiro comentário sobre o caso, que abalou as relações entre Chile e Peru, Bachelet pediu respeito às autoridades peruanas depois que García classificou a espionagem como "própria de uma republiqueta".
O Chile negou as acusações.
"As declarações, que chamaria de ofensivas e altissonantes, que conhecemos ontem (segunda-feira) não contribuem em nada para a integração e cooperação entre países vizinhos", disse Bachelet no início de um discurso.
"O que deve prevalecer sobre todas as coisas é o respeito, acima de qualquer outra consideração, assim como a responsabilidade das autoridades", acrescentou a presidente ao inaugurar um novo centro de controle aéreo em Santiago.
García considerou na segunda-feira como "repulsiva" a suposta espionagem do Chile, um importante investidor no Peru, e acusou setores conservadores chilenos de estarem por trás do caso que colocou os laços dos vizinhos no pior nível nos últimos anos.
O caso se intensificou no fim de semana durante uma reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Cingapura, do qual Bachelet e García participaram. O presidente peruano antecipou seu retorno ao Peru como sinal de moléstia e cancelou um encontro com a mandatária chilena.
Lima também chamou para consultas seu embaixador em Santiago, Carlos Pareja. O enviado chileno ao Peru, Fabio Vío, estava em Santiago por assuntos familiares, onde permanecerá alguns dias "para consultas".
(Reportagem de Bianca Frigiani e Rodrigo Martínez)

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Reuters