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Refugiados da etnia Rohingya esperam para receber ajuda humanitária no campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh 23/10/2017 REUTERS/Hannah McKay

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Quase um milhão de refugiados rohingyas fugiram da violência em Mianmar, uma "situação insustentável" para a vizinha Bangladesh, disse o enviado do país à Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira, pedindo a Mianmar que os deixe voltarem.

Cerca de 600 mil pessoas cruzaram a fronteira desde 25 de agosto, quando ataques de insurgentes a postos de segurança foram recebidos com uma contraofensiva feroz do Exército de Mianmar no Estado de Rakhine que a ONU classificou de limpeza étnica.

"Este é o maior êxodo de um único país desde o genocídio ruandense de 1994", disse Shameem Ahsan, embaixador de Bangladesh na ONU, durante uma conferência de apoio da entidade em Genebra.

"Apesar das afirmações em contrário, a violência no Estado de Rakhine não acabou. Milhares ainda entram diariamente."

O ministro do Interior bengalês está em Yangon nesta segunda-feira para debater uma "solução durável", disse Ahsan.

Mas Mianmar continua a divulgar "propaganda projetando os rohingyas como imigrantes ilegais de Bangladesh", afirmou Ahsan, acrescentando: "Esta negação descarada da identidade étnica dos rohingyas continua sendo uma obstáculo".

Mianmar considera os rohingyas apátridas, embora suas famílias estejam no país há gerações.

A rainha jordaniana Rania visitou campos de refugiados rohingyas nesta segunda-feira e pediu uma reação mais forte da comunidade internacional ao sofrimento dos rohingyas que fugiram para Bangladesh para escapar de uma "perseguição sistemática" em Mianmar.

"É preciso perguntar, por que o sofrimento deste grupo muçulmano minoritário está sendo ignorado? Porque se permite que a perseguição sistemática transcorra por tanto tempo?", indagou a monarca depois de percorrer os campos.

A ONU pediu 434 milhões de dólares para oferecer uma ajuda que pode preservar as vidas de 1,2 milhão de pessoas durante seis meses.

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Reuters