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Barco de resgate de imigrantes de Banksy fica à deriva com mais de 200 a bordo

Este conteúdo foi publicado em 29. agosto 2020 - 18:23

Por Gavin Jones

ROMA (Reuters) - Um barco de resgate financiado pelo artista de rua britânico Banksy pediu socorro urgente neste sábado, dizendo que estava à deriva no mar Mediterrâneo lotado de imigrantes, os quais não conseguiria levar até a costa.

O Louise Michel, batizado em homenagem a uma anarco-feminista francesa, começou a operar na semana passada. A embarcação está tentando encontrar um porto seguro para os 219 imigrantes que resgatou da costa da Líbia desde quinta-feira.

O barco, navegado por uma tripulação de 10 pessoas, publicou uma série de tuítes durante a madrugada e na manhã deste sábado, dizendo que a situação estava piorando e que apelou em vão para autoridades na Itália, em Malta e na Alemanha.

“Estamos chegando a um estado de emergência. Precisamos de ajuda imediatamente”, segundo um tuíte, que também informava que o barco está carregando um saco para cadáveres com o corpo de um imigrante que morreu.

A guarda costeira italiana informou posteriormente que enviou ajuda à embarcação e havia resgatado 49 daqueles considerados vulneráveis entre os imigrantes a bordo.

O Louise Michel, de 30 metros de comprimento, é uma antiga embarcação da marinha francesa pintada de rosa e branco, adquirida com a venda do trabalho de Banksy.

Na lateral do barco há a pintura de uma menina segurando uma boia salva-vidas, com o estilo familiar de Banksy.

(Reportagem adicional de Angelo Amante e Stephanie Ulmer-Nebehay)

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