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ROMA (Reuters) - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não tem intenção de renunciar ao cargo, mesmo se for condenado em um dos processos judiciais que enfrenta, disse o premiê em entrevista a um livro a ser publicado na próxima semana.
O líder conservador enfrentará dois julgamentos no próximo mês após uma decisão da corte mais importante da Itália que derrubou sua imunidade judicial, permitindo a retomada de processos contra ele.
Um deles, que deve ser iniciado em 16 de novembro, acusa-o de evasão fiscal e falsa contabilidade envolvendo seu império midiático.
O processo envolve a compra de direitos televisivos pela Mediaset que, segundo os procuradores, comprou os direitos a um preço inflacionado de duas empresas de paraísos fiscais controlados pelo primeiro-ministro.
Em outro processo, cuja próxima audiência está prevista para 27 de novembro, Berlusconi é acusado de pagar uma propina de 600.000 dólares ao advogado britânico David Mills para reter detalhes comprometedores de seus negócios.
"Ainda tenho fé na existência de magistrados sérios que pronunciam vereditos sérios, baseados em fatos", disse Berlusconi, de acordo com trechos do livro divulgados neste sábado.
"Se houver uma condenação em julgamentos como esses, estaríamos enfrentando uma grande subversão da verdade e me sentiria mais forçado a seguir no meu cargo para defender a democracia e o papel da lei", disse.
Berlusconi tem se mostrado combativo desde que a Corte Constitucional da Itália decidiu, no início deste mês, que sua imunidade judicial viola a Constituição.
(Por Silvia Aloisi)

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Reuters