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Biden atacará Trump no fronte econômico em fase mais intensa da campanha

Candidato democrata à Presidência dos EUA, Joe Biden 20/08/2020 REUTERS/Kevin Lamarque reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2020 - 14:50

Por James Oliphant

WASHINGTON (Reuters) - O candidato presidencial democrata norte-americano Joe Biden criticará nesta sexta-feira a maneira como o presidente Donald Trump está conduzindo a economia devastada pelo coronavírus, quando as duas campanhas aceleram a marcha a menos de dois meses da eleição de 3 de novembro.

Trump vem apontando os relatórios mensais sobre criação de vagas de trabalho como indícios de que a recuperação tem sido dramática, mas os últimos números, divulgados nesta sexta-feira, mostram que em agosto, a criação de vagas nos Estados desacelerou ainda mais conforme a assistência financeira do governo acabou, ameaçando a recuperação da economia da recessão devido à Covid-19.

A economia norte-americana criou 1,371 milhão de vagas fora do setor agrícola no mês passado, ante 1,734 milhão em julho, mostrou nesta sexta-feira relatório do Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego caiu a 8,4% em agosto, ante 10,2% em julho. [nE6N2FJ012]

Biden falará de sua cidade natal de Wilmington, no Delaware, depois de sua semana de campanha mais movimentada em meses. Trump não tem eventos públicos planejados.

Embora o feriado do Dia do Trabalho local costume assinalar o início de uma fase mais intensa da disputa pela Casa Branca, tanto Biden quanto Trump deram a largada na última semana com uma série de atividades na esteira de suas convenções partidárias consecutivas.

Biden viajou a Pittsburgh e Kenosha, no Wisconsin, ambas cidades em Estados disputados que ajudam a decidir a eleição, para tratar dos protestos às vezes violentos contra a brutalidade policial e a injustiça racial.

Trump também visitou Kenosha – cidade em que manifestações antirracismo entraram em confronto com apoiadores de Trump depois que um homem negro foi baleado pela polícia – e fez paradas na Pensilvânia e na Carolina do Norte, outro Estado crucial.

As duas campanhas lançaram novas levas de anúncios nestes Estados pêndulos, Biden atacando a forma como Trump lida com a pandemia e Trump martelando seu lema de "lei e ordem" com críticas a baderneiros e manifestantes.

A pesquisa Reuters/Ipsos mais recente mostrou que a corrida continuou relativamente estável nas últimas semanas, já que Biden manteve uma vantagem de sete pontos percentuais sobre Trump nacionalmente.

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