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Biden diz a Putin que EUA não vão mais curvar-se diante de ações agressivas da Rússia

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. 16/1/2021 REUTERS/Kevin Lamarque reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. fevereiro 2021 - 00:20

Por Alexandra Alper e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira à Rússia que os EUA não vão mais curvar-se diante de ações agressivas de Moscou, declarando uma nova e mais dura postura de Washington.

Ao visitar o Departamento de Estado, Biden também prometeu reparar as alianças e se conectar com o mundo novamente. A "liderança americana" precisa enfrentar o autoritarismo crescente e se unir com parceiros para combater desafios globais como a pandemia de coronavírus ou as mudanças climáticas, declarou Biden. 

O democrata, como era esperado, adotou um tom mais severo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, do que seu antecessor Donald Trump. 

"Eu deixei claro para o presidente Putin, de maneira muito diferente do meu antecessor, que os dias dos Estados Unidos curvarem-se diante das ações agressivas da Rússia, interferindo com nossas eleições, fazendo ataques cibernéticos e envenenando cidadãos, acabaram", disse Biden. Os dois líderes falaram por telefone no final de janeiro. 

"Não vamos hesitar em aumentar o custo para a Rússia e defender nossos interesses vitais e nosso povo, e seremos mais eficientes nas negociações com a Rússia quando trabalharmos em coalizão e coordenação com outros parceiros que pensam como nós", afirmou. 

Como presidente, Trump foi intensamente criticado por ser muito amigável a Moscou, em meio a descobertas de agências de inteligência de que a Rússia teria interferido nas eleições presidenciais de 2016.

(Reportagem de Alexandra Alper, Humeyra Pamuk e Steve Holland)

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