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Bolívia contrata empresa de lobby acusada pelo Facebook de fake news

Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez 13/03/2020 REUTERS/David Mercado reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2020 - 01:54

Por Aislinn Laing

SANTIAGO (Reuters) - A Presidência interina da Bolívia anunciou nesta quinta-feira que contratou uma empresa de lobby norte-americana acusada pelo Facebook de promover campanhas de notícias falsas para desvirtuar o debate democrático.

O governo interino da Bolívia, que assumiu o poder no vácuo que sucedeu a renúncia do líder de esquerda Evo Morales no ano passado, disse que contratou a CLS Strategies em dezembro em uma iniciativa para aumentar o apoio internacional. 

Em nota, o governo disse que as atribuições da CLS eram de "conduzir o lobby em busca de apoiar a democracia boliviana após eleições fraudulentas e a favor da realização de novas eleições presidenciais". 

A CLS apresentou autoridades bolivianas a membros do Poder Executivo e Legislativo dos Estados Unidos, segundo o governo, acrescentando que não solicitou que a CLS conduzisse qualquer outro serviço ou atividade. 

O Facebook disse em um relatório na última terça-feira que havia removido contas falsas de redes sociais ligadas à CLS que haviam postado conteúdo em apoio à presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, e à oposição política ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. 

A empresa também havia postado conteúdo negativo sobre o partido do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse o Facebook.

No mesmo relatório, o Facebook disse ter desmontado uma operação de influência russa que atuava como um veículo de jornalismo independente que tinha como alvo eleitores de esquerda nos Estados Unidos e no Reino Unido. 

(Reportagem adicional de Humeyra Pamuk, em Washington)

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