Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Ahmed Rasheed e Isabel Coles

BAGDÁ/ARBIL Iraque (Reuters) - Atentados a bomba mataram pelo menos 35 pessoas no Iraque, em ataques em aparente vingança pelo atentado contra uma mesquita sunita, que aprofundou o conflito sectário no país.

Uma bomba também explodiu na cidade de Arbil, no sábado, em um raro ataque que perturbou a estabilidade relativa que a capital da região semiautônoma curda estava vivendo.

Imagens da TV local mostraram os bombeiros trabalhando nos restos de um carro carbonizado em Arbil. Um jornalista da Reuters, mais cedo, viu uma nuvem de fumaça, mas a fonte dela não ficou clara.

Em Bagdá, um carro bomba entrou no quartel-general da inteligência, matando pelo menos oito pessoas, segundo fontes médicas e da polícia. Perto de Tikrit, um homem bomba dirigindo um jipe militar cheio de explosivos atacou um grupo de soldados e militantes xiitas durante a noite, matando nove deles.

Milicianos xiitas metralharam 68 fiéis em uma mesquita de um vilarejo da província de Diyala na sexta-feira, enquanto os políticos se esforçam para formar um governo de coalizão, que seja capaz de enfrentar os militantes do Estado Islâmico.

O avanço do Estado Islâmico pelo norte do Iraque alarmou o governo de Bagdá e seus aliados ocidentais, e levou os Estados Unidos a lançarem ataques aéreos no Iraque pela primeira vez desde a retirada das tropas americanas em 2011.

Bombardeios, sequestros e execuções a tiros acontecem quase todos os dias, relembrando o auge da guerra civil sectária de 2006 a 2007.

Além do ataque em Arbil, três bombas que pareciam ser dirigidas às tropas curdas mataram 18 pessoas na cidade de Kirkuk, a 255 km ao norte de Bagdá, disseram as forças de segurança.

O Estado Islâmico afugentou as forças curdas no seu mais recente avanço pelo norte.

Dois dos mais influentes políticos sunitas do Iraque suspenderam a sua participação nas conversações para formar um novo governo, depois que milicianos atacaram a mesquita.

O vice-primeiro-ministro, Saleh Mutlaq, e o porta-voz do parlamento, Salim al-Jibouri, se retiraram das negociações com a principal aliança xiita, até que os resultados de uma investigação sobre os assassinatos sejam anunciados.

Jibouri, um sunita moderado, condenou tanto o Estado Islâmico, quanto as milícias xiitas, treinadas no Irã, que os sunitas dizem que sequestram e matam membros de sua seita, impunemente.

“Não vamos permitir que eles explorem a falta de segurança no país para minar o processo político. Acreditamos que o processo político deve seguir em frente,” ele disse durante uma entrevista coletiva, no sábado.

O novo primeiro-ministro xiita do Iraque, Haider al-Abadi, enfrenta a difícil tarefa de trazer os sunitas para a política, depois que deles terem sido excluídos por seu antecessor, Nuri al-Maliki.

Maliki se afastou depois de ser pressionado pelos sunitas, curdos, alguns companheiros xiitas, pelo Irã e os EUA.

O Irã, um influente vizinho da região com grande influência no Iraque está mandando seu ministro do Exterior, Mohammad Javad Zarif, a Bagdá no domingo, para conversações com as autoridades iraquianas.

Reuters