Por Kate Holton e Andrew MacAskill

LONDRES (Reuters) - Boris Johnson, favorito para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico, negou ser o responsável pela renúncia do embaixador do Reino Unido para Washington, mas admitiu que seus comentários influenciaram na saída repentina de um dos principais diplomatas do país. 

O ex-prefeito de Londres tem sido criticado por parlamentares de seu próprio partido e pela oposição porque não defendeu Kim Darroch após Donald Trump ter atacado o enviado pelo vazamento de comentários que descreviam o governo dos Estados Unidos como inepto. 

Darroch renunciou após dias de críticas ferozes do presidente dos Estados Unidos no Twitter. Uma fonte diplomática disse à Reuters que a falta de apoio de Johnson durante um debate na tevê com seu rival para o cargo de primeiro-ministro, o atual ministro de Relações Exteriores Jeremy Hunt, teria sido um fator para a renúncia. 

Johnson disse que Darroch não assistiu ao debate, mas que havia ouvido um relato impreciso sobre o que foi dito. Ele afirmou que não defendeu mais o embaixador porque ele não acreditava que funcionários do governo deveriam ser arrastados em disputas políticas. 

"(Darroch) disse que o que alguém havia dito a ele certamente teria sido um fator na renúncia", afirmou Johnson em uma entrevista ao canal de televisão BBC. "Eu acho que, infelizmente, o que eu disse no debate, foi mal representado a Kim." 

Johnson se recusou a apoiar diretamente Darroch durante o debate na tevê na terça-feira, o que provocou críticas de colegas do Partido Conservador por ter jogado o embaixador "embaixo de um ônibus" para melhorar seus laços com Trump. 

Em um certo ponto, ele cutucou Hunt, perguntando quanto tempo ele manteria Darroch no cargo depois de prometer mantê-lo. 

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