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Por Stefano Ambrogi
LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, pediu desculpas à mãe de um soldado britânico morto no Afeganistão depois de ela reclamar que a nota de condolências enviada por ele era difícil de ler e cheia de erros de ortografia.
Em entrevista na terça-feira, Brown lamentou qualquer tormento causado à mãe de Jamie Janes, de 20 anos, e culpou a própria letra.
"Pedi desculpas a Jacqui Janes ontem por qualquer erro cometido", afirmou o premiê. "Acho que as pessoas me conhecem bem o bastante para saber que nunca foi minha intenção causar pesar a uma mãe em luto".
Janes classificou a nota manuscrita, que aparentemente continha o sobrenome do seu filho escrito da maneira errada, de "insulto rabiscado às pressas".
"Eu entendo muito bem a tristeza que ela sente e a forma como expressou sua mágoa é algo que posso compreender com clareza", acrescentou Brown, que perdeu uma filha em 2001 após um nascimento prematuro.
O tabloide The Sun, crítico a Brown e à sua condução da guerra no Afeganistão, publicou na terça-feira a transcrição do telefonema feito pelo primeiro-ministro à Janes, que aparentemente gravou a conversa. Downing Street disse que Brown não sabia que a conversa estava sendo gravada.
No telefonema, Janes confronta Brown e diz que faltava às tropas britânicas equipamento militar apropriado.
O aumento no número de mortes tem provocado uma crescente oposição da opinião pública ao envolvimento britânico na coalizão internacional que luta contra o Taliban, outra dor de cabeça para Brown no período que antecede uma eleição prevista para junho, na qual a oposição é favorita para vencer.
Brown escreve notas pessoalmente às famílias de soldados mortos em conflito. Ele é cego de um olho, resultado de uma lesão sofrida na adolescência quando jogava rúgbi, e a sua caligrafia não é boa.
Na entrevista coletiva, o primeiro-ministro reiterou que a missão no Afeganistão é vital para a segurança da Grã-Bretanha e que há um "plano para avançar."
Outros dois soldados britânicos morreram no Afeganistão no fim de semana, elevando para 232 o número de mortes britânicas depois da invasão liderada pelos EUA.

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Reuters