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Homem coloca flores em memorial onde van atropelou multidão em Barcelona 21/8/2017 REUTERS/Sergio Perez

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MADRI (Reuters) - Um suposto membro de um grupo jihadista que realizou o ataque com uma van em Barcelona disse a uma corte espanhola nesta terça-feira que o grupo estava planejando uma ação muito maior usando explosivos, disse uma fonte judiciária.

O depoimento foi feito na suprema corte espanhola por Mohamed Houli Chemlal, um dos quatro suspeitos detidos levados a Madri para depor pela primeira vez sobre o plano.

Chemlal foi preso após ter se ferido na explosão em uma casa em Alcanar, ao sudoeste de Barcelona, um dia antes do ataque com uma van na movimentada avenida de Las Ramblas, em Barcelona, que deixou 13 mortos.

Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, dois dos quatro suspeitos disseram ao juiz que um imã local foi quem instigou o plano.

Abdelbaki Es Satty, um antigo imã na cidade de Ripoll, local de origem da maioria dos membros da célula, morreu em uma explosão em uma casa na noite anterior ao ataque com a van.

Os quatro detidos são os únicos supostos membros do grupo ainda vivos, depois que o motorista da van que atropelou pedestres em Barcelona, Younes Abouyaaqoub, de 22 anos, foi morto a tiros pela polícia na segunda-feira.

A van avançou contra pedestres em Las Ramblas na última quinta-feira, deixando um rastro de 13 mortos e 120 feridos de 34 nacionalidades diferentes.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque com a van e por outro, ocorrido horas depois, na cidade litorânea turística de Cambrils, no sul de Barcelona.

Em Cambrils, um carro atropelou pedestres, e seus ocupantes saíram e tentaram esfaquear pessoas. Os cinco agressores, que estavam usando cinturões com explosivos falsos, foram mortos a tiros pela polícia, enquanto uma espanhola morreu no ataque.

A polícia acredita que outros dois membros da célula terrorista morreram na quarta-feira na explosão de uma casa em Alcanar, onde encontrou 120 latas de butano, que acredita que o grupo planejava usar em um ataque maior com bombas.

A explosão acidental os levou a mudar de tática, acredita a polícia.

Em pouco mais de um ano, militantes islâmicos usaram veículos como armas para matar quase 130 pessoas na França, Alemanha, Reino Unido, Suécia e Espanha.

A audiência desta terça-feira foi a primeira em um longo processo legal, e podem demorar meses ou até anos para que o julgamento seja concluído.

(Reportagem de Adrian Croft)

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Reuters