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Presidente dos EUA, Donald Trump. 10/02/2017 REUTERS/Joshua Roberts

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(Reuters) - Registros telefônicos e chamadas interceptadas mostram que membros da campanha presidencial de Donald Trump e outros associados a Trump tiveram contatos repetidos com autoridades de alto escalão da inteligência russa no ano anterior à eleição, relatou o New York Times na terça-feira, citando quatro atuais e ex-autoridades norte-americanas.

Agências da inteligência e lei dos Estados Unidos interceptaram as comunicações por volta do mesmo momento em que descobriram evidências de que a Rússia tentava atrapalhar a eleição presidencial ao hackear o Comitê Nacional Democrata, disseram três das autoridades, de acordo com o Times.

As agências da inteligência então tentaram descobrir se a campanha de Trump estava ao lado dos russos no ataque cibernético ou em outros esforços para influenciar a eleição, segundo o jornal.

As autoridades entrevistadas nas semanas recentes disseram não ter evidências de tal cooperação, segundo a reportagem.

No entanto, as interceptações alarmaram agências norte-americanas, em parte por conta do número de contatos que ocorria enquanto Trump elogiava o presidente russo, Vladimir Putin.

As conversas interceptadas são diferentes das conversas do ano passado entre Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, e Sergei Kislyak, embaixador russo nos EUA, segundo o Times.

Durante as ligações, os dois homens discutiram sanções que o governo Obama impôs na Rússia em dezembro. Flynn enganou a Casa Branca sobre as ligações e foi convidado a renunciar na noite de segunda-feira.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters sobre a reportagem do New York Times.

O Times relatou que autoridades disseram que comunicações interceptadas não se limitam a autoridades da campanha de Trump e incluem outros associados do presidente.

Do lado russo, os contatos também incluem membros do governo de fora dos serviços de inteligência, segundo as autoridades. Todas as atuais e ex-autoridades falaram em condição de anonimato porque a investigação em andamento é confidencial, relatou o jornal.

As autoridades disseram que um dos assessores descobertos nas ligações era Paul Manafort, que foi gerente da campanha de Trump por diversos meses no ano passado e trabalhou como consultor político na Rússia e Ucrânia, de acordo com o Times. As autoridades se negaram a identificar outros associados de Trump nas conversas.

Reuters