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Flores e mensagens são deixadas perto de cordão policial nas proximidades do Borough Market, após ataque deixar 7 pessoas mortas no centro de Londres. 04/06/2017 REUTERS/Peter Nicholls

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Por Andy Bruce e Kate Holton

LONDRES (Reuters) - Depois que militantes mataram sete pessoas e feriram 48 em Londres, a primeira-ministra-britânica, Theresa May, retoma nesta segunda-feira a campanha eleitoral, apenas três dias antes de uma eleição nacional que as pesquisas mostram ter se tornado muito mais acirrada do que o previsto anteriormente.

May disse que o Reino Unido preciso ser mais forte no combate aos extremistas islâmicos depois que três homens portando facas atropelaram pedestres com um veículo na London Bridge e esfaquearam outras pessoas nos arredores.

Após o terceiro ataque militante no Reino Unido em menos de três meses, May disse que a eleição de quinta-feira está mantida e que o Reino Unido tem sido tolerante demais com o extremismo.

"A violência nunca pode ser autorizada a prejudicar o processo democrático", disse May, que foi ministra do Interior de 2010 a 2016, no domingo, em frente a seu gabinete na Downing Street.

O Estado Islâmico, que tem perdido território na Síria e no Iraque devido a uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos, disse que seus combatentes foram responsáveis pelo ataque, mas ainda não está claro qual tipo de ligação os agressores teriam com o grupo.

Não ficou claro de imediato como o ataque pode ter impacto na eleição, apesar de a questão da segurança ter se tornado um dos temas principais da campanha após os ataques na London Bridge e na cidade de Manchester.

A campanha foi suspensa por vários dias no mês passado quando um suicida detonou uma bomba que matou 22 pessoas em um show da cantora norte-americana Ariana Grande em Manchester.

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