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Primeira-ministra britânica, Theresa May, durante evento de campanha em Bradford. 05/06/2017 REUTERS/Phil Noble

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Por Alistair Smout

LONDRES (Reuters) - O Reino Unido entrou nesta quarta-feira no último dia de campanha de uma eleição parlamentar que irá definir a abordagem do país para a desfiliação da União Europeia, mas que vem sendo ofuscada por dois ataques militantes em igual número de semanas.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, surpreendeu ao convocar uma eleição antecipada para 8 de junho sete semanas atrás na esperança de fortalecer sua maioria parlamentar antes do início das negociações da saída da UE, o chamado Brexit, e para ganhar mais tempo para lidar com o impacto da separação.

Mas a campanha teve uma série de reviravoltas inesperadas, incluindo o ataque militante mais letal no país desde 2005 e uma redução acentuada na vantagem antes impressionante de mais de 20 pontos percentuais de May nas pesquisas de intenção de voto.

Os atentados de militantes islâmicos em Manchester e Londres colocaram o foco na segurança e May foi forçada a voltar atrás em uma proposta de reformulação da assistência social a idosos, medida que especialistas disseram ter sido inédita na história das campanhas eleitorais britânicas.

"Deem-me seu apoio nas urnas amanhã para lutar pelo Reino Unido em Bruxelas", disse May. "Errem nestas negociações e as consequências serão drásticas".

A premiê vem repetindo que só ela pode obter o acordo certo para a nação e que seus opositores levariam a economia britânica à ruína nas tratativas com a UE.

Os institutos de pesquisa preveem que May irá conseguir uma maioria, mas se ela não conseguir superar com folga a maioria de 12 cadeiras que seu antecessor, David Cameron, obteve em 2015, sua aposta eleitoral terá fracassado e sua autoridade será minada tanto dentro de seu Partido Conservador quanto nas conversas com os outros 27 líderes da UE.

Quando May pegou seus oponentes e os mercados financeiros de surpresa convocando a eleição antecipada, as sondagens indicavam que ela podia estar a caminho de uma vantagem expressiva semelhante àquela de 144 assentos conquistada por Margaret Thatcher em 1983.

Mas a dianteira de May encolheu nas últimas três semanas. As pesquisas mais recentes colocam seu Partido Conservador entre 1 e 12 pontos percentuais à frente, e uma projeção disse que ela irá conseguir uma maioria de 12 cadeiras.      

Ao menos 5 pesquisas de opinião são esperadas antes da abertura das seções eleitorais às 7h locais na quinta-feira.

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