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Lenin Moreno, candidato pelo partido Aliança País, comemora os primeiros resultados da eleição presidencial com partidários em Quito, Equador 19/02/2017 REUTERS/Mariana Bazo

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Por Alexandra Ulmer e Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - O candidato de esquerda à Presidência do Equador, Lenin Moreno, parecia pronto para a vitória no primeiro turno, mas resultados ainda incompletos indicam que o governista pode passar ao segundo turno com o ex-banqueiro Guillermo Lasso.

Em uma eleição com oito candidatos, Moreno estava perto de alcançar o número necessário para evitar um segundo turno em abril e continuar um período de uma década de governo esquerdista, enquanto a América do Sul segue para a direita.

Embora equatorianos estejam irritados pela situação econômica e escândalos de corrupção, a oposição divide votos entre candidatos e o governista Aliança País continua popular entre muitos eleitores, graças a programas sociais.

À medida que resultados saíam em partes do Equador, Moreno, ex-vice-presidente, estava com pouco menos de 40 por cento dos votos válidos e uma diferença de 10 pontos percentuais com o rival mais próximo.

Ele tinha 39,10 por cento dos votos válidos, contra 28,30 por cento de Guillermo Lasso, com 88 por cento dos votos apurados, segundo contagem eleitoral oficial preliminar.

Simpatizantes do governo disseram que os votos de províncias favoráveis à atual administração e a votação de equatorianos no exterior pode levar Moreno, de 63 anos, à vitória.

Mas Lasso, de 61 anos, já celebrou o segundo turno em sua humilde cidade de Guayaquil na noite de domingo. Ele alertou nesta segunda-feira que está monitorando a contagem de votos para "evitar fraude".

"Não iremos permitir nenhum truque, estamos checando cada voto e iremos defender o que ganhamos", disse à uma rede de TV local.

Com resultados saindo mais devagar do que o esperado, algumas centenas de manifestantes da oposição se juntaram em frente à sede do conselho eleitoral em Quito para pedir uma contagem mais rápida e transparente.

Reuters