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Míssil balístico Hwasong-14 em foto divulgada pela Agência de Notícias Central da Coreia do Norte, em Pyongyang. 04/07/2017 KCNA/via REUTERS

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Por Mike Stone

WASHINGTON (Reuters) - Não são todos que afirmam com tanta confiança quanto o Pentágono que os militares dos Estados Unidos podem defender o país da ameaça crescente representada pelo arsenal de mísseis balísticos intercontinentais da Coreia do Norte.

O primeiro teste de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) realizado por Pyongyang na terça-feira, com potencial de atingir o Estado norte-americano do Alasca, colocou a questão: quão capazes são os militares dos EUA de derrubarem um míssil ou uma leva de mísseis a caminho de seu território?

Falando a repórteres na quarta-feira, o porta-voz do Pentágono, capitão da Marinha Jeff Davis, disse: "De fato temos confiança em nossa capacidade de nos defendermos contra a ameaça limitada, a ameaça nascente que está lá".

Davis citou um teste bem-sucedido de maio no qual um interceptador de mísseis localizado nos EUA abateu um ICBM norte-coreano simulado, mas admitiu que o programa de rastreamento do programa de teste não é perfeito.

"É algo em que tivemos resultados mistos. Mas também temos a capacidade de disparar mais de um interceptador", afirmou.

Um memorando interno visto pela Reuters também mostrou que o Pentágono atualizou sua avaliação das defesas norte-americanas depois do teste de maio.

Apesar das centenas de bilhões de dólares gastos em um sistema de defesa de mísseis de múltiplas camadas, os EUA podem não ser capazes de se escudar inteiramente de um ataque de mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos.

Especialistas alertam que atualmente as defesas antimísseis dos EUA estão preparadas para abater um míssil, um talvez um pequeno número de mísseis, a caminho. Se a tecnologia e a produção da Coreia do Norte continuarem avançando, as defesas dos EUA poderiam ficar sobrecarregadas, a menos que acompanhem o ritmo da ameaça.

"Ao longo dos próximos quatros anos, os Estados Unidos têm que incrementar a capacidade de nossos sistemas mobilizados, pressionar agressivamente por uma mobilização maior e mais rápida", disse Riki Ellison, fundador da Aliança de Promoção da Defesa de Mísseis.

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Reuters