WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca refutou neste domingo qualquer tentativa de ligar o presidente dos EUA, Donald Trump, ao homem acusado de matar 50 pessoas em duas mesquitas na Nova Zelândia, afirmando que a culpa pelo ato de um indivíduo perturbado não pode ser atribuída a qualquer político.

“O presidente não é um supremacista branco. Não estou certo de quantas vezes vamos ter que dizer isso”, disse o chefe de gabinete em exercício da Casa Branca, Mick Mulvaney, no programa “Fox News Sunday”.

Na sexta-feira, Trump condenou o “horrível massacre” nas mesquitas, e a Casa Branca chamou o ataque de um “ato de ódio perverso”.

Questionado na sexta-feira por um jornalista se considera o nacionalismo branco uma ameaça no mundo, Trump disse: “Na verdade, não. Eu acho que é um grupo pequeno de pessoas”.

O manifesto do homem acusado pelas mortes elogia o presidente dos EUA como sendo “um símbolo da renovada identidade e propósito comum dos brancos”, ainda que desaprove suas políticas. A referência reacendeu críticas de que Trump não tem sido enfático o bastante em condenar discursos de ódio e tem fomentado o sentimento anti-islâmico.

“Eu não acho que seja justo afirmar que essa pessoa é um apoiador de Donald Trump”, disse Mulvaney. “Não mais do que olhar para as passagens ecoterroristas no manifesto e alinhá-lo à [presidente da Câmara] Nancy Pelosi ou à senhora Ocaso-Cortez”, uma parlamentar democrata.

“Esse é um indivíduo perturbado, uma pessoa má”, acrescentou.

Trump foi duramente criticado nos dias que se seguiram à violência durante um protesto de supremacistas brancos em Charlottesville, na Virgínia, em 2017, quando equiparou brancos supremacistas e seus antagonistas, dizendo que “ambos os lados” tinham culpa no episódio.

“Por diversas vezes o presidente tem acolhido e fortalecido brancos supremacistas -- e em vez de condenar terroristas racistas, ele os acoberta. Isso não é normal nem aceitável”, disse no Twitter o senador Kirsten Gillibrand, que está na disputa para ser o candidato presidencial democrata em 2020, logo em seguida ao ataque nas mesquitas da Nova Zelândia.

(Reportagem de Doina Chiacu)

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