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Mosquito Aedes aegypti geneticamente modificado em Piracicaba. 26/10/2016. REUTERS/Paulo Whitaker

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O Brasil e a América Latina estão registrando números menores de infecções de Zika do que no ano passado, mas todos os países devem continuar atentos em relação ao vírus que pode causar problemas em recém-nascidos, disse a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

A doença transmitida por mosquitos se espalhou por mais de 60 países e territórios desde que um surto foi identificado no Brasil em 2015, criando alarme por conta da sua capacidade de causar a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.

"A predominância do Zika está caindo certamente nas Américas”, afirmou Ian Clarke, responsável pela doença na OMS, em entrevista.

Ele disse que não estava clara a razão pela qual os índices estão caindo.

"A expectativa era que iríamos ver uma segunda onda, certamente no Brasil, e nós não vemos isso. E não acreditamos que isso seja pelo fato de não estarmos olhando. Há muita vigilância em andamento”, disse Clarke.

Pesquisa adicional é necessária sobre temas como se haveria uma “imunidade natural” devido à exposição prévia.

Esta quarta-feira marca o primeiro aniversário da declaração da OMS de que o Zika era um caso de emergência internacional. Ela suspendeu essa designação em novembro, mantendo as recomendações para gestantes e viajantes.

Até agora, 29 países registraram milhares de bebês nascidos com microcefalia, má-formção craniana, associada ao Zika.

Reuters