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Jovens enrolados em bandeiras separatistas da Catalunha caminham durante protesto em Barcelona 03/10/2017 REUTERS/Jon Nazca

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Por Angus Berwick e Sonya Dowsett

BARCELONA/MADRI (Reuters) - A Catalunha irá avançar na segunda-feira para declarar a independência da Espanha, após o referendo proibido de 1º de outubro, à medida que o país da União Europeia se aproxima de uma ruptura que ameaça as bases de sua jovem democracia.

Mireia Boya, uma parlamentar catalã do partido pró-independência Candidatura de Unidade Popular (CUP), disse no Twitter que uma declaração de independência virá após uma sessão do Parlamento na segunda-feira para avaliar os resultados do referendo de separação.

"Nós sabemos que podem haver expulsões, prisões... Mas, nós estamos preparados, e em caso algum seremos impedidos", disse.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, já havia dito que iria pedir que o Parlamento da região declaresse a independência na esteira do referendo, que o governo e corte constitucional da Espanha consideram ilegal, e no qual apenas uma minoria dos catalães votaram.

"Isso provavelmente terminará quando nós conseguirmos todos os votos do exterior no final da semana e, portanto, nós provavelmente devemos agir durante o fim de semana ou no início da próxima semana", disse Puigdemont à BBC, em comentários publicados nesta quarta-feira.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, Puigdemont disse já se sentir como o "presidente de um país livre, onde milhões de pessoas tomaram uma importante decisão".

Ele disse que a recusa do governo de Madri em negociar deixou a Catalunha "sem outra opção" que não declarar a independência, e acusou a Espanha de autoritarismo.

"O governo espanhol está deixando oponentes políticos serem presos, está influenciando a mídia e bloqueando sites na internet. Nós estamos sob observação dia e noite", disse Puigdemont. "O que é isso se não um Estado autoritário?"

A crise constitucional abalou o euro e as ações e títulos espanhóis, e a SEAT, unidade da Volkswagen <VOWG_p.DE> na Espanha, relatou uma interrupção em suas atividades na terça-feira devido a protestos. O Caixabank, maior banco da Catalunha, e o ministro da Economia espanhol procuraram tranquilizar os clientes dos bancos garantindo que seus depósitos estão seguros.

(Reportagem de Adrian Croft e Julien Toyer em Madrid)

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Reuters