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Por Jason McLure e Kevin Murphy

FERGUSON/KANSAS CITY (Reuters) - Centenas de manifestantes se reuniram em uma delegacia de polícia de um subúrbio de St. Louis nesta segunda-feira para exigir que um policial seja acusado de homicídio por ter matado a tiros um jovem negro desarmado no fim de semana.

Até 15 pessoas foram presas durante o protesto essencialmente pacífico, ocorrido depois de uma noite de tumultos quando manifestações contra a morte de Michael Brown, de 18 anos, se tornaram violentas, afirmou a polícia do condado de St. Louis.

Cerca de duas dezenas de pontos comerciais foram danificados de domingo para segunda-feira, 32 pessoas foram detidas e dois policiais ficaram feridos, informou a polícia.

“É de partir o coração”, disse o chefe de polícia de Ferguson, Tom Jackson. “A noite passada foi a pior da minha vida.”

A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) está investigando se houve violações de direitos civis no caso, declarou uma porta-voz da agência. A polícia do condado de St. Louis está liderando o inquérito sobre a morte do jovem.

Jackson disse haver uma fartura de provas físicas e testemunhos. “Realmente acredito que podemos chegar à verdade do que aconteceu aqui”, afirmou.

A família de Brown pediu o fim da violência nas ruas, de acordo com relatos da mídia, e contratou o advogado Benjamin Crump, que representou a família de Trayvon Martin, jovem negro da Flórida também desarmado e morto a tiros por um vigia em 2012.

Os manifestantes gritavam “Detenham os tiras assassinos” e “Sem justiça, sem paz”.

A polícia declarou que Brown foi morto na tarde de sábado depois de uma luta por uma arma dentro de um carro da polícia. Não ficou claro por que ele estava na viatura. Pelo menos um tiro foi disparado durante a luta, e o policial disparou mais tiros antes de sair do carro.

Mais de 300 policiais, a maioria com trajes de choque, tentaram controlar a multidão na noite de sábado, disse o porta-voz da polícia do condado de St. Louis, Brian Schellman. Os protestos de domingo se tornaram violentos assim que anoiteceu, quando os manifestantes destruíram vidraças de lojas e restaurantes e danificaram veículos.

A maioria das comunidades nos arredores de Ferguson se tornou majoritariamente negras nos últimos 40 anos, disse o professor de ciência política da Universidade de Missouri-St. Louis, Terry Jones.

“Há um longo histórico de injustiça racial", disse.

(Reportagem adicional de Mary Wisniewski em Chicago)

Reuters