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ERBIL, Iraque (Reuters) - Cerca de 800 pessoas adoeceram devido a um grande surto de intoxicação alimentar em um campo para pessoas que tiveram que deixar suas casas situado a leste da cidade iraquiana de Mosul, disseram autoridades e grupos de assistência nesta terça-feira.

Mais de 300 pessoas foram levadas a hospitais para tratamento depois de quebrarem o jejum do mês sagrado muçulmano do Ramadã na refeição do Iftar na noite de segunda-feira, disseram grupos de assistência à Reuters. No total, cerca de 800 foram afetadas.

"Dez da minha família foram intoxicadas", disse uma mulher vestida de negro sob uma barraca usada como centro de tratamento improvisado no campo enquanto recebia um medicamento de reidratação intravenoso. "Era arroz, molho de tomate e coxas de frango".

Outra mulher segurava nos braços uma criança que respirava com dor.

    Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalham no campo disseram que ninguém morreu em resultado da intoxicação, mas mais cedo a Organização Internacional para as Migrações (OIM) relatou a morte de uma mulher e uma criança.

"É trágico que isto tenha acontecido a pessoas que passaram por tanta coisa", disse Andrej Mahecic, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que administra o campo e 12 outros na área assolada pela guerra juntamente com as autoridades do Iraque.

    Muitos dos moradores do campo fugiram dos combates ao redor de Mosul, onde as forças iraquianas e seus aliados estão realizando uma ofensiva para expulsar militantes do Estado Islâmico do norte da cidade.

    A OIM disse que um grupo de auxílio do Catar pagou um restaurante local para que este fornecesse os alimentos para a refeição, embora isso não tenha sido confirmado por outras agências.

(Por Sergei Karazy e Alkis Konstantinidis)

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