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Presidente francês, Emmanuel Macron, se reúne com o líder sindical Laurent Berger (à direita), da CFDT, no Palácio Élysée 23/05/2017 REUTERS/Michel Euler/Pool

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Por Jean-Baptiste Vey e Michel Rose

PARIS (Reuters) - Centrais sindicais francesas insistiram nesta terça-feira para o presidente Emmanuel Macron não tentar forçar seus planos de reforma trabalhista durante o verão local, de junho ao final de agosto, em contraste com pedidos do principal grupo de empregadores por mudanças rápidas para consolidar o crescente otimismo empresarial.

Os encontros de Macron com centrais sindicais e empregadores foram um primeiro teste crucial de seu comprometimento em cumprir reformas trabalhistas, que vê como vitais para reviver uma economia atormentada pelo alto desemprego, mas que têm a oposição da esquerda.

O chefe da maior central moderada da França disse que pediu ao recém-eleito Macron para dar mais tempo para discussão e não tentar apressar suas reformas através de decretos presidenciais neste verão --uma estratégia que Macron sugeriu que pode seguir.

    “Pedi a ele que não fizesse com pressa, que fizesse sem correr, que a ideia não deve ser a de fechar tudo até o final do verão, final de agosto”, disse o líder da CFDT, Laurent Berger, a repórteres.

    O presidente, de centro, quer tornar contratações e demissões mais fáceis ao dar maiores poderes para companhias decidirem acordos internos sobre duração da jornada de trabalho, por exemplo, e limitar indenizações por demissão dadas por tribunais.

    Com uma pano de fundo de 9,6 por cento de desemprego, o líder pró-negócios e defensor da União Europeia Macron fez do afrouxamento das regulações do mercado de trabalho sua maior prioridade econômica para seu primeiro ano no cargo.

    Durante a campanha presidencial, Macron disse que iria buscar aprovação do Parlamento durante o verão para ter poderes para legislar por meio de decretos presidenciais.

    Mas, falando após seu próprio encontro com Macron posteriormente, o chefe da central sindical mais militante CGT disse que o presidente parecia inclinado a levar mais tempo do que o inicialmente planejado.

    “O cronograma parece ter mudado”, disse Philippe Martinez a repórteres. “Me parece que este pequeno período de tempo que era planejado não é tão pequeno como eu tinha entendido”, disse o líder da CGT, que liderou semanas de protestos, algumas vezes violentos, no ano passado contra reformas do ex-presidente François Hollande.

(Reportagem adicional de Marine Pennetie)

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