Chanceleres de China, Japão e Coreia do Sul se reunirão em meio a tensões comerciais e históricas

Chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha, em Bangcoc 02/08/2019 REUTERS/Athit Perawongmetha reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. agosto 2019 - 13:47

Por Hyonhee Shin

SEUL (Reuters) - Os diplomatas mais graduados da Coreia do Sul e do Japão planejam se reunir com seu colega chinês em Pequim na semana que vem, em meio a um agravamento de tensões comerciais e históricas, disse o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano nesta sexta-feira.

A chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha, se reunirá com seus colegas Taro Kono, do Japão, e Wang Yi, da China, entre terça e quinta-feira, disse o ministério. O último encontro do tipo ocorreu três anos atrás.

Kang e Kono também devem se reunir separadamente nos bastidores do evento pela primeira vez desde que o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, fez um apelo por diálogo para consertar os laços na quinta-feira.

A chancelaria disse que as conversas bilaterais ainda não foram finalizadas.

A relação entre os vizinhos está em seu pior momento desde que foi normalizada em 1965 devido a uma disputa acalorada sobre a questão do trabalho forçado sul-coreano durante a Segunda Guerra Mundial, que acabou degenerando em uma disputa comercial acirrada com retaliações recíprocas.

Em um discurso de comemoração da independência coreana do controle japonês, vigente entre 1910 e 1945, Moon amenizou a retórica severa que usou recentemente contra o Japão, dizendo que Seul "estenderá as mãos com prazer" se Tóquio escolher o diálogo e a cooperação.

Também se espera que os chanceleres preparem uma cúpula planejada para o final deste ano durante a reunião.

A partir de 2008, os três países concordaram em realizar uma cúpula todos os anos para fomentar a cooperação regional – mas a tensão bilateral, inclusive entre China e Japão, atrapalhou muitas vezes.

"Esperamos que a reunião ajude a reforçar a institucionalização e evidencie a fundação do esquema cooperativo tripartite", disse a chancelaria em um comunicado.

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