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NAIROBI (Reuters) - O chefe da televisão estatal do Sudão do Sul foi preso, segundo sua esposa informou à Reuters neste sábado, após não ter realizado uma transmissão ao vivo do discurso do presidente Salva Kiir durante as comemorações do Dia da Independência do país, nesta semana.

A prisão de Adil Faris Mayat destaca o contínuo assédio a jornalistas no Sudão do Sul, onde uma guerra civil de quatro anos, colocando o exército de Kiir contra a oposição, liderada por seu antigo vice, Riek Machar, está se espalhando e se tornando mais letal.

Autoridades do governo não estavam disponíveis para comentar. Tentativas de contato com o Ministro de Informações e com o porta-voz do presidente não foram atendidas.

Em 2015, cinco jornalistas foram mortos no país, de acordo com o Comitê de Proteção aos Jornalistas.

Mayat, diretor da Empresa de Transmissão do Sudão do Sul, foi preso no dia 10 de julho por autoridades de segurança por não ter transmitido ao vivo o discurso de Kiir.

O discurso, realizado no dia 9 de julho, marcou o sexto aniversário de independência do Sudão do Sul.

De acordo com sua esposa, Mayat decidiu não transmitir o evento ao vivo "para evitar problemas técnicos que poderiam acontecer durante a transmissão simultânea".

A decisão, disse ela, foi considerada pelas autoridades como uma conspiração.

O Sudão do Sul, que ganhou sua independência em 2011, mergulhou em um conflito civil em dezembro de 2013, após uma extensa batalha política entre Kiir e Machar, que são de grupos étnicos rivais.

Mayat está detido na capital Juba e sua esposa afirmou que ela não pode vê-lo ou contatá-lo desde a prisão.

(Por Elias Biryabarema)

Reuters