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BERLIM (Reuters) - O chefe das Forças Armadas da Alemanha e uma importante autoridade do Ministério da Defesa alemão foram obrigados a renunciar, nesta quinta-feira, devido a um ataque aéreo de 4 de setembro no Afeganistão que pode ter causado a morte de civis.
Partidos da oposição também pediram que Franz Josef Jung, então ministro da Defesa e hoje do Trabalho, pedisse demissão, no que pode se tornar um grande constrangimento para a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, no momento em que ela estuda o envio de mais tropas para o Afeganistão.
O ataque aéreo, ordenado por um comandante alemão e lançado por caças F-15 norte-americanos, foi a operação envolvendo soldados alemães que mais provocou vítimas desde a 2a Guerra Mundial -- matou 69 membros do Taliban e 30 civis, segundo o governo afegão.
Mas nos dias seguintes ao bombardeio, Jung negou repetidamente que houvesse baixas civis. O jornal alemão Bild disse na quinta-feira que vídeos e um relatório militar secreto apontaram vítimas civis no momento do ataque, enquanto Jung ainda nega as mortes de civis.
O novo ministro da Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg, que assumiu o cargo de Jung há um mês, disse que até quarta-feira não sabia da existência do relatório secreto.
A Alemanha mantém cerca de 4.250 soldados no Afeganistão. Na próxima semana, o Parlamento deve renovar um mandato que permite ao governo enviar até 4.500 novos soldados ao país asiático.
(Reportagem de Noah Barkin)

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Reuters