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Diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano. 07/03/2016 REUTERS/Heinz-Peter Bader

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Por Alexander Cornwell

DUBAI (Reuters) - O Irã está implementando o acordo que trata de seu programa nuclear e que firmou com potências mundiais, disse o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesta terça-feira em meio aos temores de que os Estados Unidos tentem alterar os termos do tratado.

Os EUA adotaram uma postura mais dura com o Irã desde que o presidente Donald Trump tomou posse em 20 de janeiro, inclusive dizendo que iriam colocar a República Islâmica "de sobreaviso" no mês passado por conta de um teste de míssil balístico.

Segundo o acordo de 2015 entre Teerã e seis potências, o Irã concordou em frear suas atividades nucleares em troca da suspensão de algumas sanções econômicas de EUA, Europa e Organização das Nações Unidas, e sempre disse que seu programa só tem fins pacíficos.

O governo Trump está cogitando insistir para que a AIEA endureça o monitoramento da obediência iraniana, inclusive exigindo acesso a instalações militares, disseram fontes à Reuters.

Os EUA precisariam do apoio dos 34 outros países do conselho de governadores da AIEA para estas inspeções.

Mas o novo governo norte-americano ainda não fez contato com a agência, responsável por verificar se o Irã está respeitando o pacto, conhecido formalmente como Plano de Ação Conjunta Abrangente (JCPOA, na sigla em inglês), disse o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano.

"Este ainda é uma estágio muito inicial do governo Trump, mas estamos muito dispostos a ter uma interação com eles o mais cedo possível", afirmou ele aos repórteres nos bastidores de uma cúpula em Dubai.

A AIEA continua em "interação constante" com funcionários norte-americanos.

Amano disse que "o Irã está implementando o JCPOA", com exceção de algumas violações – o estoque de água pesada ultrapassou ligeiramente o limite estabelecido no acordo – que foram retificadas.

Conforme o entendimento, Teerã tem permissão de acumular 30 toneladas de água pesada. Os reatores que a utilizam podem produzir plutônio com maior eficiência, e este pode ser empregado em armas.

"As atividades nucleares do Irã estão reduzidas, e isto é um ganho líquido. O importante é continuar a implementar" o acordo, afirmou.

Reuters