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Chefe de contra-espionagem dos EUA diz que Rússia, China e Irã tentam interferir nas eleições de 2020

Wiliam Evanina, diretor do Centro Nacional de Contra-inteligência e Segurança dos EUA 31/10/2017 REUTERS/Joshua Roberts reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. agosto 2020 - 00:43

Por Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) - A principal autoridade norte-americana de contra-inteligência alertou que Rússia, China e Irã tentarão interferir nas eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, com a Rússia já tentando minar o candidato democrata, Joe Biden.

Em uma declaração pública incomum, Wiliam Evanina, diretor do Centro Nacional de Contra-inteligência e Segurança, disse que esses países estão usando desinformação online e outros meios para tentar influenciar eleitores, fomentar a desordem e prejudicar a confiança dos norte-americanos no processo democrático. 

Adversários estrangeiros também tentarão interferir nos sistemas eleitorais dos EUA ao tentar sabotar o processo de votação, roubando dados eleitorais, ou colocando em dúvida a validade dos resultados eleitorais. 

"Vai ser difícil para nossos adversários interferirem ou manipularem resultados em grande escala", acrescentou Evanina. 

Várias auditorias conduzidas por agências de inteligência dos EUA concluíram que a Rússia agiu para impulsionar a campanha do hoje presidente Donald Trump em 2016, prejudicando as chances de sua rival democrata, Hillary Clinton, nas eleições.

Trump há muito se irrita com a conclusão, que é negada pela Rússia. 

Evanina alertou nesta sexta-feira que a Rússia já está tentando prejudicar o ex-vice-presidente Biden por considerá-lo membro do "establishment" anti-Rússia norte-americano.

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