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PEQUIM (Reuters) - O Ministério do Exterior chinês disse nesta segunda-feira que Pequim está "estudando" uma proposta feita pela Dinamarca para que a assinatura de um pacto climático final, que os signatários seriam legalmente obrigados a respeitar, seja adiada para 2010, visando em vez disso a assinatura de um pacto político nas conversações de Copenhague em dezembro.
O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, voou para Cingapura no fim de semana para apresentar seu plano a uma reunião de líderes dos países da região Ásia Pacífico, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, numa tentativa de última hora de dissipar um clima crescente de pessimismo em relação às negociações de dezembro.
Obama deu seu apoio ao plano antes de embarcar para sua primeira visita presidencial à China, onde destacou o combate às mudanças climáticas como parte crucial de sua agenda. Mas seus anfitriões estão se mostrando mais duros em relação a moderar suas aspirações.
"A China tomou nota da ideia proposta pelas partes envolvidas de se fechar um 'acordo político' e a está estudando", disse o Ministério do Exterior chinês em comunicado enviado por fax à Reuters em resposta a uma pergunta sobre a posição de Pequim em relação à proposta.
As negociações climáticas estão travadas por discordâncias entre países ricos e pobres em relação a quem deve ser obrigado a reduzir suas emissões, quais as proporções das reduções e quem deve pagar por isso.
Essas desavenças foram agravadas pelo avanço lento da legislação interna norte-americana sobre mudanças climáticas pelas duas casas do Congresso, o que pode limitar as possibilidade de Obama de assumir compromissos definitivos nas negociações na Dinamarca.
Os Estados Unidos já emitiram mais carbono na atmosfera que qualquer outro país, mas recentemente a China se tornou a maior emissora mundial anual de gases estufa.
Juntos, os dois países são responsáveis por 40 por cento das emissões de gases estufa, de modo que o apoio deles é vital para qualquer acordo que queira realisticamente combater o aquecimento global.
Se o mundo decidir por um acordo preliminar em Copenhague, a China estará ansiosa para definir pontos que foram acordados em princípio sobre questões que incluem financiamento e transferências de tecnologia.
"A China acredita que, não importa a forma que seja tomada pelo documento a ser acordado em Copenhague, este deve consolidar e ampliar o consenso e os avanços já feitos em negociações sobre mitigação, adaptação, transferências de tecnologia e outros aspectos", acrescentou o Ministério do Exterior.
A China também quer assegurar que negociações subsequentes também respeitem o Protocolo de Kyoto, o acordo internacional sobre mudanças climáticas que está em vigor atualmente, especialmente no tocante ao princípio de que todos os países têm responsabilidades comuns mas diferenciadas de combater as mudanças climáticas, disse também o comunicado.
(Reportagem de Emma Graham-Harrison)

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Reuters