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Funcionária limpa palco em frente bandeiras dos Estados Unidos e China, em Pequim. 10/07/2014 REUTERS/Jason Lee/File Photo

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PEQUIM (Reuters) - A China rejeitou nesta sexta-feira uma nova pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em função de seu papel na Coreia do Norte, dizendo que o xis da questão é uma desavença entre Washington e Pyongyang.

Em uma entrevista concedida à Reuters na quinta-feira, Trump disse que a China poderia resolver o desafio de segurança nacional representado pela Coreia do Norte "muito facilmente, se quisesse", aumentando a pressão para que Pequim exerça mais influência para conter as ações cada vez mais belicosas de Pyongyang.

A China deixou claro que se opõe aos programas norte-coreanos de mísseis e nuclear e vem repetindo seus clamores pela desnuclearização da península coreana e pela retomada das negociações entre Pyongyang e as potências mundiais.

Pequim também insiste que está empenhada em aplicar sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país.

"Já dissemos muitas vezes que o cerne da questão nuclear norte-coreana é o problema entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, em um boletim diário à imprensa em reação aos comentários de Trump.

"Esperamos que as partes relevantes saibam arcar com suas responsabilidades, desempenhar o papel que devem, e junto com a China desempenhar um papel construtivo para a paz e a estabilidade na península coreana e para sua desnuclearização", acrescentou.

No sábado passada a China anunciou que proibiu as importações de carvão da Coreia do Norte depois que o regime testou um míssil balístico de alcance intermediário.

A mídia estatal norte-coreana emitiu uma repreensão rara a Pequim na quinta-feira, dizendo que seu principal aliado diplomático está "dançando conforme a música" dos EUA por impedir a venda de carvão devido a seus programas de mísseis e nuclear.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA não se referiu diretamente à China pelo nome, mas demonstrou um repúdio inegável ao acusar um "país vizinho" de se alinhar a inimigos da Coreia do Norte para "derrubar seu sistema social".

Indagado sobre a reportagem, Geng respondeu que as sanções da ONU são um sinal claro de oposição da comunidade internacional aos programas de mísseis e nuclear norte-coreanos e que a China irá aplicá-las – mas também descreveu seu país e a Coreia do Norte como vizinhos amigáveis.

(Por Ben Blanchard)

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