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Por Michael Martina e Ben Blanchard

PEQUIM (Reuters) - A China acusou formalmente nesta quarta-feira um proeminente professor da etnia uigur de promover o separatismo, ao mesmo tempo que aumentava o contingente das forças de segurança em Xinjiang, no extremo oeste do país, em meio a mais denúncias de violência depois do que o governo disse ter sido um ataque terrorista na segunda-feira.

A polícia havia detido em janeiro o conhecido economista Ilham Tohti, que defende os direitos da comunidade muçulmana uigur, da região de Xinjiang. Ele foi posteriormente levado para a capital regional, Urumqi e acusado de promover e apoiar a independência de Xinjiang da China --uma posição inaceitável para o governo chinês, que considera a região parte inseparável do país.

Nesta quarta-feira, uma breve declaração no microblogue oficial do Ministério, em Urumqi, informou que o caso de Tohti havia sido entregue a um tribunal da cidade, cumprindo-se assim o próximo passo legal necessário antes que ele possa ser levado a julgamento. Não foram dados mais detalhes.

A mulher dele negou as acusações, e o caso tem atraído interesse de autoridades nos Estados Unidos e na Europa.

O indiciamento de Tohti é o mais recente sinal do endurecimento do governo chinês sobre a dissidência em Xinjiang, onde tumultos desde o ano passado já mataram mais de 200 pessoas, incluindo vários policiais, segundo a mídia estatal.

Turistas ocidentais viram um corpo deitado em uma poça de sangue em uma grande cidade de Xinjiang nesta quarta-feira, bem como um forte esquema de segurança depois que o governo disse que dezenas de atacantes armados de facas foram mortos a tiros em outro lugar na região, no início da semana.

A imprensa estatal informou que uma gangue armada com facas atacou primeiro uma delegacia de polícia e órgãos do governo na segunda-feira, na cidade de Elixku, condado de Shache, a cerca de 200 km da cidade de Kashgar, na antiga Rota da Seda, no oeste distante da China.

Alguns se dirigiram depois para a cidade vizinha de Huangdi, onde atacaram civis e incendiaram seis veículos, no que a agência estatal de notícias Xinhua chamou de "ataque terrorista organizado e premeditado". Segundo a agência, a polícia matou na segunda-feira a tiros "dezenas de membros da gangue".

(Reportagem adicional de Megha Rajagopalan e Chen Aizhu)

Reuters