Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Ben Blanchard e David Lawder

PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - A China procurou minimizar as tensões com os Estados Unidos e mostrar uma atitude positiva nesta sexta-feira, apesar de o governo dos EUA ter criticado Pequim por uma série de questões comerciais antes da primeira visita do líder chinês, Xi Jinping, ao presdente norte-americano, Donald Trump.

Na véspera, Trump deu o tom do que pode ser uma reunião tensa em sua residência de Mar-a-Lago na semana que vem, ao afirmar em publicação no Twitter que seu país não pode mais tolerar os déficits comerciais enormes e a perda de empregos.

Trump disse que o encontro amplamente aguardado, que também deve contemplar as diferenças em relação à Coreia do Norte e as ambições estratégicas chinesas no Mar do Sul da China, "será muito difícil".

Ainda nesta sexta-feira Trump irá assinar decretos presidenciais cuja meta é identificar os abusos que estão causando grandes déficits aos EUA na balança comercial e impedir o calote de tarifas antidumping e antissubsídios sobre as importações, informaram autoridades de comércio dos EUA.

Separadamente, o escritório do representante comercial dos EUA, controlado pela Casa Branca, disse que as políticas industriais e o apoio financeiro de Pequim a indústrias como as de aço e alumínio resultaram em um excedente de produção e em uma enchente de exportações que vêm distorcendo os mercados globais e minando empresas competitivas.

Na tentativa de amenizar a discórdia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Lu Kang reiterou um desejo de cooperação comercial.

"Com respeito aos problemas existentes entre a China e os Estados Unidos nas relações comerciais, os dois lados deveriam, de maneira mutuamente respeitosa e benéfica, encontrar resoluções apropriadas e garantir o desenvolvimento estável das relações sino-americanas", disse ele em uma coletiva de imprensa diária.

Os líderes das duas maiores economias do mundo devem se encontrar pela primeira vez desde que Trump tomou posse, em 20 de janeiro, nas próximas quinta e sexta-feira

Falando mais cedo em uma coletiva a respeito das conversas, o vice-chanceler chinês, Zheng Zeguang, admitiu o desequilíbrio na balança comercial, mas disse que se deve principalmente às diferenças entre as duas estruturas econômicas e observou que a China tem um déficit comercial no setor de serviços. 

"A China não busca um superávit comercial deliberadamente. Tampouco temos intenção de realizar uma desvalorização cambial para estimular as exportações. Essa não é nossa política", afirmou.

(Reportagem adicional de Christian Shepherd e Michael Martina em Pequim)

Reuters