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Bandeiras da China e de Hong Kong do lado de fora do Conselho Legislativo de Hong Kong. 07/11/2016 REUTERS/Bobby Yip

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PEQUIM (Reuters) - A China não permitirá que ninguém utilize Hong Kong como uma base para subversão contra a China continental ou que prejudique sua estabilidade política, disse à televisão estatal um alto representante de Pequim no território. 

Líderes chineses estão cada vez mais preocupados sobre um incipiente movimento de independência e recentes protestos em Hong Kong, território que voltou ao comando da China em 1997 sob uma promessa de autonomia local conhecida como “um país, dois sistemas”.

Em uma entrevista à televisão estatal na noite de domingo, Zhang Xiaoming, chefe do Gabinete de Representação da China em Hong Kong, disse que Pequim não vai interferir em assuntos que tenham efeito apenas na autonomia do território. 

“Até onde Hong Kong esteja ciente, ninguém terá permissão de fazer nada, de nenhuma forma, que danifique a soberania e a segurança do país, eles não têm permissão de desafiar a autoridade do governo central ou a da Lei Fundamental de Hong Kong, eles não têm permissão de utilizar Hong Kong para atividades de infiltração de subversão contra a China continental a fim de danificar sua estabilidade social e política”, disse Zhang. 

O Congresso chinês adotou no mês passado uma rara interpretação da Lei Fundamental, algo como a Constituição de Hong Kong, para efetivamente evitar que vereadores pró-independência tomassem posse no território. 

O presidente da China, Xi Jinping, disse no mês passado ao chefe executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, de saída do cargo, que o governo central da China apoia fortemente os esforços, liderados pelo governo de Hong Kong, para conter medidas de alguns agentes que promovam a independência desse centro financeiro global. 

A ex-colônia britânica retornou ao controle da China sob um acordo que garantiu suas liberdades e uma grande autonomia, incluindo um sistema judiciário separado. 

Mas líderes do Partido Comunista em Pequim detém o controle final, e algumas pessoas em Hong Kong estão preocupadas com uma crescente interferência.

(Por Ben Blanchard)

Reuters