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PEQUIM (Reuters) - A China exigirá que a reunião climática de dezembro em Copenhague resulte em um acordo real, disse um negociador à agência de notícias Xinhua, embora Pequim pareça já ter aceitado que um tratado de cumprimento obrigatório só sairá em 2010.
"Tentaremos tornar a cúpula bem-sucedida e não aceitaremos que ela acabe com uma declaração vazia e dita 'política'", disse Li Gao, funcionário da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a um fórum na quarta-feira.
"A conferência de Copenhague será um marco e ficará escrita na história; portanto, muitas expectativas foram colocadas sobre ela", disse Li, acrescentando que já houve progressos, mas não suficientes.
A reunião foi convocada para definir um novo tratado climático global que substitua o Protocolo de Kyoto, mas as negociações emperraram nas discussões entre países ricos e em desenvolvimento sobre o volume dos cortes nas emissões de gases do efeito estufa e a ajuda que os países desenvolvidos devem conceder para que nações pobres se adapte à mudança climática.
O governo dinamarquês, anfitrião do evento, sugeriu então que a cúpula adote um acordo político, deixando o tratado de cumprimento obrigatório para 2010. O presidente dos EUA, Barack Obama, apoiou a ideia, mas disse desejar um acordo com "efeito operacional imediato".
O governo Obama disse nesta semana que irá propor uma meta de redução de emissões, buscando pressionar os parlamentares a adotarem uma lei nesse sentido. Devido à falta de definição no Senado sobre essa meta, os EUA relutavam em levar uma meta a Copenhague.
A China diz apenas que está "estudando" o plano dinamarquês, mas Li pareceu aceitá-lo tacitamente, dizendo que as ofertas de países ricos para o financiamento da transferência de tecnologia e a ajuda para a adaptação ao aquecimento global abrem caminho para um acordo.
"Seria considerada uma meta bem sucedida e possivelmente produziria um marco", disse Li, de acordo com o relato em inglês da Xinhua. Ele acrescentou que discussões mais detalhadas seriam completadas nas reuniões do ano que vem.
Pequim investe um grande capital diplomático na busca por um novo acordo. O presidente Hu Jintao apresentou neste ano numa cúpula da ONU a primeira promessa do país para reduzir suas emissões de carbono - com a diminuição da chamada "intensidade de carbono," a quantidade de emissões por cada dólar gerado na economia.

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Reuters