Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Pessoas observam reportagem sobre lançamento de míssil Hwasong-14 pela Coreia do Norte, na estação de Pyongyang 29/07/2017 Kyodo/via REUTERS

(reuters_tickers)

Por Ben Blanchard e Elias Glenn

PEQUIM (Reuters) - A China rebateu nesta segunda-feira a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que está "muito decepcionado" com Pequim após o mais recente teste de míssil da Coreia do Norte, dizendo que o problema não surgiu na China e que todos os envolvidos precisam trabalhar em uma solução.

A China tem ficado cada vez mais incomodada com as críticas norte-americanas e japonesas de que deveria fazer mais para controlar Pyongyang. A China é a principal aliada da Coreia do Norte, mas Pequim também está insatisfeita com os frequentes testes de míssil e nucleares dos norte-coreanos.

A Coreia do Norte disse no sábado que havia conduzido um outro teste bem-sucedido de um míssil balístico intercontinental que comprovou sua habilidade de atingir os Estados Unidos, desencadeando um alerta de Trump e uma reprimenda da China.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, falou com Trump nesta segunda-feira e concordou com a necessidade de mais ação na Coreia do Norte, apenas horas depois de a embaixadora dos Estados Unidos na ONU dizer que Washington "terminou de falar sobre a Coreia do Norte".

Um comunicado da Casa Branca após o telefonema disse que os dois líderes "concordaram que a Coreia do Norte representa uma grave e crescente ameaça direta contra os Estados Unidos, o Japão, a República da Coreia, e outros países perto e longe".

O documento disse que Trump "reafirmou nosso firme comprometimento" para defender o Japão e a Coreia do Sul de qualquer ataque, "usando a gama completa das capacidades dos Estados Unidos".

Trump escreveu no Twitter no sábado, após o teste de míssil, que estava "muito decepcionado" com a China e que Pequim lucra com o comércio com os Estados Unidos, mas que não fez "nada" para os Estados Unidos em relação à Coreia do Norte, o que ele não permitiria que continuasse.

O Ministério de Relações Exteriores chinês, em comunicado enviado à Reuters em resposta aos tuítes de Trump, disse que a questão nuclear da Coreia do Norte não surgiu por causa da China e que todos precisam trabalhar juntos para buscar uma solução.

(Reportagem adicional de Chang-ran Kim em Tóquio, Ben Blanchard e Elias Glenn em Pequim, Christine Kim em Seul e Steve Holland em Washington)

Reuters