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LUCKNOW/NEW DELHI (Reuters) - Enchentes provocadas por fortes chuvas no Himalaia inundaram cerca de 1.500 aldeias no norte da Índia, matando pelo menos 28 pessoas e deixando milhares de desabrigados, disseram autoridades neste domingo.

Milhares de pessoas estavam em aldeias em nove distritos do Estado de Uttar Pradesh, onde a liberação de água das represas transbordando no vizinho Nepal contribuiu para aumentar impacto das chuvas.

A falta de chuva no início da temporada de monções de junho a setembro levou a temores de seca, mas este mês, tudo isso mudou.

As últimas chuvas causaram deslizamentos de terra e inundações em muitas partes da Índia e do Nepal, onde pelo menos 90 pessoas foram mortas desde quinta-feira.

Pelo menos 12 pessoas foram arrastadas por torrentes no distrito de Bahraich de Uttar Pradesh, segundo as autoridades. Outras seis morreram quando seu barco virou no rio Rapti.

"A situação de enchente surgiu após chuvas pesadas no Nepal, o que levou ao transbordamento dos rios que se originam na região do Himalaia, incluindo o Tibete e Nepal", disse Alok Ranjan, secretário-chefe de Uttar Pradesh.

Mais chuva está prevista em Uttar Pradesh e no vizinho Uttarakhand, no Himalaia, resultando em novos avisos de enchentes.

TEMOR NA SAFRA

No início houve preocupação que um início lento do período de monção poderia reduzir a produção de cana no segundo maior país produtor de açúcar do mundo.

Agora as enchentes em Uttar Pradesh têm levantado temores de danos à cultura da cana, já que 600 mil hectares de terras aráveis estão submersas.

"A cana está sob alto risco devido às inundações com o alagamento que pode prejudicar a safra", Sudhir Panwar, presidente de associação de produtores disse por telefone em Lucknow, a capital de Uttar Pradesh.

De acordo com a Associação da Indústria da Índia, a produção de açúcar poderia subir 4 por cento, para 25,3 milhões de toneladas em 2014/15, devido aos rendimentos mais elevados de cana em outros grandes estados produtores de Maharashtra e Karnataka.

(Por Sharat Pradhan e Ratnajyoti Dutta)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644 7754)) REUTERS FG

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