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BERLIM (Reuters) - A cidade alemã de Trier decidiu aceitar uma estátua gigantesca de Karl Marx da China em comemoração ao 200o aniversário de nascimento do pai fundador do comunismo no ano que vem, apesar de algumas insinuações de que o gesto envia um sinal ruim a Pequim no tocante a seu histórico de direitos humanos.

Um debate sobre a estátua de Marx, que aparece de cabeça erguida e segurando um livro em uma mão, dividiu os moradores de Trier, situada perto da fronteira com Luxemburgo. Seus apoiadores a veem como uma conquista bem-vinda para o berço do filósofo.

"Isto diz respeito claramente a nós apoiarmos a ideologia estatal chinesa, que é responsável por abusos de direitos humanos, e não podemos permitir isso em nossa sociedade livre", disse o democrata local Tobias Schneider à rádio Deutschlandfunk.

No final da segunda-feira o conselho da cidade aprovou o monumento por um placar de 42 votos a favor e sete contra.

"A decisão, porém, não estipula o tamanho da escultura ou onde será colocada", disse o conselho em um comunicado.

O artista chinês Wu Weishan sugeriu que a estátua tenha 4,9 metros de altura e seja instalada em cima de um pedestal de 1,4 metro em Porta Nigra, o ponto turístico mais famoso da localidade e um dos maiores e mais bem preservados portões romanos ao norte dos Alpes.

Um modelo da estátua foi posto em exibição durante dois dias no início de março. O conselho disse que irá conversar com o artista e com o consulado chinês em Frankfurt para decidir quem irá arcar com os cerca de 70 mil euros necessários para o pedestal.

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Reuters