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Forças do Iraque em batalha com o Estado Islâmico em Mosul. 3/3/2017 REUTERS/Goran Tomasevic.

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Por Maher Chmaytelli e Isabel Coles

BAGDÁ/ERBIL, Iraque (Reuters) - O número de civis fugindo dos combates em Mosul aumentou significativamente à medida que a batalha entre forças do Iraque respaldadas pelos Estados Unidos e militantes do Estado Islâmico se intensificou, e alguns foram expostos a agentes químicos, alertou a Cruz Vermelha nesta sexta-feira.

Enquanto isso, as Forças Armadas iraquianas disseram ter capturado outro bairro em sua arremetida rumo ao centro densamente povoado da cidade, onde se acredita que o confronto irá se tornar mais duro.

    Entre as vítimas das últimas 48 horas, cinco crianças e duas mulheres foram tratadas por exposição a agentes químicos, sofrendo bolhas, vermelhidão nos olhos, vômitos e tosse, disse o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Os EUA alertaram que o Estado Islâmico poderia usar armas contendo gás mostarda para repelir a ofensiva sobre a cidade do norte do Iraque.

As forças iraquianas tomaram o lado leste de Mosul em janeiro, depois de 100 dias de combates, e lançaram um ataque aos bairros situados a oeste do rio Tigre no dia 19 de fevereiro.

Uma derrota do Estado Islâmico em Mosul arrasaria a porção iraquiana do califado declarado pelo líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, em 2014, sobre partes do Iraque e da Síria, embora se espere que o grupo continue com sua campanha de ataques insurgentes.

Os militares iraquianos acreditam que vários milhares de militantes, incluindo muitos estrangeiros, estão entrincheirados em Mosul em meio à população civil restante, estimada por agências humanitárias em 750 mil no início da fase mais recente da batalha.

A disputa de Mosul já matou milhares de pessoas desde que começou, em 17 de outubro, segundo estas agências.

"Notamos um aumento significativo nos deslocamentos na última semana, 30 mil no oeste de Mosul, 4 mil por dia ou algo assim", disse Matthew Saltmarsh, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), em um boletim à imprensa em Genebra.

"Obviamente o combate militar está se intensificando dia a dia", relatou Bastien Vigneau, diretor de emergências do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para as operações de Mosul, na mesma ocasião.

    Falando de Erbil, no leste de Mosul, ele informou que mais de 100 mil crianças estão entre o total de 191 mil pessoas que foram forçadas a deixar a cidade desde outubro.

    Os jihadistas estão usando suicidas em carros-bomba, franco-atiradores e armadilhas explosivas para se contrapor à arremetida de 100 mil soldados, combatentes curdos peshmerga e grupos paramilitares xiitas treinados pelo Irã.

As unidades iraquianas capturaram o bairro de Wadi Hajar nesta sexta-feira, um avanço que lhes permite conectar todas as forças no sul da cidade, começando pelo rio Tigre e terminando no bairro de Mamoun, de acordo com declarações dos militares.

Confrontos entre curdos irromperam na periferia da batalha principal, ressaltando o risco de conflito e de guerra territorial entre as múltiplas forças congregadas contra o Estado Islâmico, muitas das quais contam com apoio político e armas de patrocinadores regionais.

    (Reportagem adicional de Stephanie Nebehay em Genebra)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765)) REUTERS TR

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Reuters