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Presidente da Argentina, Mauricio Macri, comemora resultado de eleição parlamentar em sede da campanha, em Buenos Aires 22/10/2017 REUTERS/Marcos Brindicci

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Por Hugh Bronstein e Cassandra Garrison

BUENOS AIRES (Reuters) - Candidatos alinhados com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, tiveram vitórias esmagadoras na eleição parlamentar de domingo, fortalecendo a posição de Macri no Congresso e, ao mesmo tempo, reduzindo as perspectivas de um retorno político de sua antecessora, Cristina Kirchner.

Cristina, que quase levou o país à falência durante seu governo (2007 a 2015) com políticas de altos gastos públicos, ficou em um distante segundo lugar em sua disputa pelo Senado representando Buenos Aires, a província mais populosa da Argentina.

Com 98 por cento das urnas apuradas pelo Ministério do Interior, Esteban Bullrich, ex-ministro de Educação de Macri, tinha 41,34 por cento dos votos contra 37,27 por cento de Cristina na província que é casa para quase 40 por cento dos eleitores da Argentina.

A coalizão "Mudemos", de Macri, venceu nos cinco maiores centros populacionais do país: a cidade de Buenos Aires e as províncias de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e Mendoza. Nenhum partido isolado vencia nas cinco regiões em uma eleição de meio de mandato desde 1985.

"Hoje a mudança eleita em 2015 foi consolidada", disse a vice-presidente argentina, Gabriela Michetti, em discurso aos eleitores.

Os resultados eleitorais, em grande parte alinhados às pesquisas de intenção de voto, privaram a oposição da maioria de dois terços necessária para bloquear vetos presidenciais, explicou Ignacio Labaqui, analista local da consultoria Medley Global Advisors, que tem sede em Nova York.

"Este é um incentivo significativo à gestão Macri, particularmente por causa da derrota de Cristina na província de Buenos Aires", disse Labaqui.

De acordo com o sistema de lista da Argentina, o segundo lugar de Cristina ainda lhe garante uma das três vagas da província no Senado. Um terço do Senado e metade da Câmara dos Deputados foram eleitos, e a coalizão de Macri não terá maioria.

O setor privado temia um ressurgimento político de Cristina, que é amada por milhões de argentinos de baixa renda beneficiados por gastos sociais generosos durante seus mandatos.

Cristina agradeceu aos eleitores na sede de sua campanha e disse que seu partido, o Unidade Cidadã, continuará fazendo uma oposição firme ao modelo econômico de Macri.

Críticos argumentam que as políticas de crescimento a qualquer custo de Cristina elevaram a inflação e distorceram a economia por meio de controles monetários muito rígidos.

Ela ficou ainda mais isolada politicamente por acusações de corrupção. A ex-presidente, que como senadora terá imunidade contra prisões, mas não ante julgamentos, diz que pode ter havido corrupção em seu governo, mas nega irregularidades pessoais.

Os investidores, especialmente nos importantes setores da agricultura e da incipiente extração de petróleo de xisto, disseram que desejam ver Macri levar adiante as reformas trabalhista e tributária visando reduzir os custos dos negócios na terceira maior economia da América Latina.

(Reportagem adicional de Caroline Stauffer, Nicolas Misculin e Maximiliano Rizzi)

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Reuters