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Colômbia acusa Venezuela de impedir entrada de seus cidadãos por ponte fronteiriça

Ônibus na fronteira entre Colômbia e Venezuela 30/04/2020 REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. agosto 2020 - 19:37

BOGOTÁ (Reuters) - A Venezuela suspendeu nesta sexta-feira a entrada de seus concidadãos vindos da Colômbia através da Ponte Internacional Simón Bolívar, a passagem de fronteira binacional mais transitada, por decisão do governo do presidente Nicolás Maduro, denunciou o diretor da autoridade migratória colombiana.

O governo da Colômbia disse que, segunda a informação fornecida pelas autoridades da Venezuela, o fechamento da passagem fronteiriça que comunica as cidades de Cúcuta e San Antonio obedece ao alto número de venezuelanos que permanecem no Estado de Táchira cumprindo as medidas de distanciamento social para frear a propagação do coronavírus.

Mas o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, reagiu horas depois do pronunciamento de Bogotá e o classificou como uma "mentira tendenciosa".

"Que mais se pode esperar do governo da Colômbia? (...) São uma fábrica de #FakeNews. Um governo especialista em falsos positivos em todas as suas modalidades. Na Venezuela, recebemos nossos compatriotas com os protocolos mais rigorosos de biossegurança", escreveu ele em sua conta de Twitter.

O diretor da Migración Colombia, Juan Francisco Espinosa, disse que, após a decisão, se suspendeu o traslado de cidadãos venezuelanos do interior do país até Cúcuta, a capital do departamento fronteiriço de Norte de Santander, para evitar engarrafamentos e possíveis emergências sanitárias na região.

"Começaremos a organizar, junto com as prefeituras e governos, um novo cronograma de traslados atendendo esta situação que se apresenta no país vizinho", disse Espinosa.

(Por Luis Jaime Acosta; reportagem adicional de Deisy Buitrago em Caracas)

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