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BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia denunciou no sábado um suposto plano da guerrilha das Farc para assassinar um juiz equatoriano e impedir a normalização das relações diplomáticas entre os governos de Bogotá e Quito.
A denúncia foi revelada no momento em que ambos os países buscam restabelecer seus vínculos, processo paralisado pela decisão da justiça equatoriana de investigar o comandante das Forças Militares da Colômbia, o diretor da polícia e um ex-comandante do Exército Nacional.
"As Forças Militares da Colômbia receberam informação de inteligência confiável, que indica que o grupo narcoterrorista das Farc, que opera na zona sul do país, no limite com o Equador, planeja realizar nos próximos dias uma ação terrorista contra a vida do doutor Daniel Méndez Torres", disse um comunicado.
O ministro de Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, disse ter entregue a informação às autoridades do Equador para frustrar o que qualificou como um plano "macabro" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Méndez ordenou inicialmente a captura do ex-ministro de Defesa Juan Manuel Santos pelo bombardeio de militares colombianos na zona de Sucumbíos, no qual morreram o líder das Farc Raúl Reyes e ao menos outras 24 pessoas.
O juiz vinculou também ao processo o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León; o diretor da Polícia Nacional, general Oscar Naranjo e o ex-comandante do Exército, general retirado Mario Montoya.
A decisão de Méndez provocou a suspensão pela Colômbia de uma reunião de seus representantes com funcionários do Equador, como parte de um processo que busca restabelecer as relações diplomáticas entre ambos os países.
O ataque no qual Reyes morreu foi classificado pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, como um massacre que violou a soberania de seu país, o que rompeu as relações diplomáticas com o governo colombiano de Alvaro Uribe.
A Colômbia e o Equador dividem uma fronteira terrestre de 586 quilômetros, na qual foi detectada o cultivo de folha de coca e laboratórios para a produção de cocaína, atividades em que as Farc estariam supostamente envolvidas.
(Por Luis Jaime Acosta, com reportagem adicional de Alexandra Valencia em Quito)

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Reuters